No Paraná, um programa de vigilância sanitária, do Ministério da Agricultura, está em andamento desde 2003. Um levantamento sorológico para detectar doenças como newcastle e influenza aviária foi realizado em 98 estabelecimentos avícolas (de corte, postura comercial, aves não industriais e estabelecimentos de reprodução agrícolas), todos com resultado negativo. Cada uma das amostras avaliou 15 aves.
Em 2004 o mesmo tipo de amostragem com 18 aves foi feito durante o ciclo de produção de aves de corte (durante o ano todo) com sete acompanhamentos. O resultado também foi negativo. Já no início do ano passado, atendendo ao programa do governo do estado de agricultura familiar, foram avaliadas 700 amostras em 70 propriedades e assentamentos sem-terra, além de colégios agrícolas, também com resultados negativos.
Outros 15 estados brasileiros fizeram levantamentos sobre a situação da doença e todos estão livres, tanto da newcastle quanto da influenza aviária. Uma nova amostragem será feita no início de maio no Paraná, desta vez em estabelecimentos não industriais.
Apesar do controle, Odilon Douat Baptista Filho, chefe da Seção de Sanidade Avícola da Divisão de Defesa Animal da Secretaria de Agricultura do Paraná, reconhece que ''o serviço oficial tem suas limitações'', mas que não há necessidade de vacinar as aves. ''Estamos sempre fazendo os testes e tudo está sob controle''.
Os trabalhos de fiscalização são feitos de acordo com as denúncias de suspeitas de algum problema na propriedade. ''A iniciativa privada tem que informar sobre qualquer tipo de problema para que se tomem providências'', alerta Odilon Douat. (M.O)

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