A estimativa é de um plantio de 1,28 milhão de hectares de milho na safra 2004/05, o que representa uma redução de área de 5% em relação à safra 2003/04. ''Em praticamente todas as regiões do Estado verifica-se redução na estimativa de plantio,'' informou a agrônoma Vera Zardo, do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Paraná (Seab).
No Norte a redução é de 14%; no Centro-Oeste de 11,0%; no Oeste 7,5%, Sudoeste 3,3% e Sul 1,9%. Verifica-se, de acordo com Vera, crescimento de área apenas no Noroeste (15,5%) devido à rotação de cultura no Arenito em áreas que foram cultivadas com soja nos últimos anos e também em substituição as áreas com café.
Mais soja - Novamente os produtores paranaenses devem optar pelo plantio da soja na primeira safra de verão, garante a agrônoma. No Norte, segundo ela, o plantio da soja será 5,3% maior; no Noroeste, a área cresce 2,4%; no Oeste 1,2%; no Centro Oeste 2,1%; Sudoeste 4,3% e no Sul 3,9%. De acordo com Vera a decisão do produtor em optar por soja deve-se a maior estabilidade da cadeia e do mercado, maiores facilidades na entrega e comercialização do produto e, principalmente, a liquidez constante.
Mesmo com as perspectivas do mercado internacional de milho no médio e no curto prazo serem melhores que as da soja, a área cultivada com a oleaginosa no Paraná será recorde novamente, ultrapassando 4,0 milhões de ha, comenta a agrônoma.
A produção de milho, considerando as condições climáticas normais, está estimada em 7,2 milhões de t, com produtividade média inicial de 5.671 kg/ha. A estimativa do Deral indica novamente um avanço da produtividade. Na safra 2003/04, a estimativa inicial era de um rendimento médio de 5.482 kg/ha. A produtividade média obtida foi de 5.592 kg/ha. Isto é um indicativo, avalia Vera, de que no Paraná os produtores continuarão investindo em tecnologia no plantio de milho.
Destaque, segundo ela, para a região de Ponta Grossa, cuja estimativa de colheita na próxima safra é de 7.000 kg/ha. Nessa região, especialmente em Carambeí, se registra a maior produtividade de milho do Estado, com 9 mil kg/ha na safra 2003/04.
No Centro Sul, notadamente em Ponta Grossa e Guarapuava, de acordo com a agrônoma, onde não há opção da safrinha, os produtores decidem-se pela rotação de cultura e já sabem antecipadamente o que plantar, provocando menores oscilações de área entre soja e milho.
Caso confirmada, a produção de 7,2 milhões de t não será suficiente para atender o consumo paranaense de milho, estimado em 7,7 milhões de t. Já a demanda total do Paraná é 12,3 milhões de t. Portanto, avalia Vera, considerando ainda que os estoques de passagem serão menores do que o verificado em 2004, aumentará a dependência da produção da safrinha no próximo ano para complementar o abastecimento de milho no Estado.
Chuvas? A falta de chuvas ainda não afetou o cronograma de implantação da nova safra de milho no Paraná, mas já causa apreensão entre os agricultores. Segundo informações do Deral o plantio do milho 2004/05 ainda não chegou a 2%.
Setembro normalmente é um mês de intensificação da semeadura. No ano passado, com condições climáticas normais o plantio distribuiu-se da seguinte forma: 1% no mês de agosto; 40% em setembro; 40% em outubro; 16% em novembro e 3% em dezembro.

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