No lugar certo
O produtor João Delalíbera, de Londrina, faz a marcação dos animais depois do primeiro ano. Ele argumenta que se fizer o manejo nos animais muito jovens, conforme o crescimento a marca vai subindo e acaba ficando no lugar errado. No Sítio Maravilha, de sua propriedade, as marcações são feitas nas pernas dos animais, sempre do mesmo lado e levam as iniciais do proprietário. Ali, segundo o produtor, são evitados os sinais na alcatra, perto do rabo e cara do animal.
A marcação de gado não tem época adequada, mas deve ser bem feita, ensina Inácio Miranda de Almeida, que trabalha no manejo com animais em fazendas há mais de 30 anos. Ele afirma que a primeira marca do animal, quando ele nasce na fazenda, pode ser feita na desmama, por volta dos 6 ou 7 meses de idade. Desde que feita corretamente, não haverá problemas mais tarde. Para os animais comprados e já marcados, Almeida aconselha não fazer uma remarcação em cima do sinal, mas procurar identificar os animais com novas marcas, no lugar certo.
A marca na anca, no quarto traseiro do animal, fica visivelmente melhor para o manejo. Dá para ver de cima do tronco, ou do cavalo, facilita o trabalho, mas não é correta. Segundo Almeida, o certo é fazer o sinal embaixo, na perna, direita ou esquerda. Mas alerta que o sinal não deverá ficar muito em cima, já que o animal vai crescendo e a marca poderá subir.
Existem dois tipos de marcação: a frio e a quente. Na marca fria, que Almeida dispensa, passa-se um líquido no ferro. A marca quente é feita com o ferro aquecido no carvão ou num fogareiro. O ponto certo? Quando o ferro estiver bem vermelho. Tem que estar bem quente, se não maltrata o animal e o serviço não sai direito, explica Almeida.
A marcação é feita no tronco, quando são muitos animais para o manejo; ou no chão, o que necessita de mais mão-de-obra para segurar o animal, mas, na opinião de Almeida, resulta num trabalho caprichado. É importante também escolher a espessura do ferro que será usado - nem muito fino, nem muito grosso.(C.B.)





