No grid de largada
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sexta-feira, 18 de agosto de 2006
Célia Guerra<br> Reportagem Local 
A criação de uma logomarca, o selo de certificação de produto orgânico e um veículo cedido por um dos associados. Estas são as novas armas dos integrantes da Associação de Produtores Orgânicos de Marilândia do Sul (Apomar), para atender a demanda do mercado de Londrina. A associção conta com 15 produtores que na safra 2005/2006 foram responsáveis pela produção de 767 toneladas de grãos e hortaliças.
O grupo está fechando um contrato de venda com a rede Muffato e espera, em até 40 dias, já estar com um gôndola exclusiva em duas lojas da rede. Na última quarta-feira, gerentes do mercado conheceram algumas propriedades e iniciaram as conversações com a associação.
Na próxima quinta-feira, dia 24, um grupo de produtores virá à cidade para conhecer as instalações das lojas do hipermercado. ''Temos que definir volume de produção, além de determinarmos um padrão para os produtos'', diz o presidente da Apomar, Mauroney Aparecido de Andrade,
A associação, segundo o presidente, está com uma produção semanal de três toneladas de hortaliças, a maior parte é absorvida por uma empresa de Curitiba. ''Há tempos estamos de olho no mercado de Londrina, mas não tínhamos condições logísticas para atender a demanda'', conta.
Os produtores já sonham com a ampliação das áreas de cultivo. ''Temos mais de 50 alqueires voltados ao sistema. A maior parte das propriedades já está 100% certificada'', informa Andrade. A Apomar, continua, foi criada no ano 2000, como uma alternativa de gerar renda aos produtores desanimados com os sucessivos calotes de atravessadores.
Vários cursos foram oferecidos aos produtores por meio de parcerias com a prefeitura do município, Emater, Sebrae e outras entidades, que já lhes permite quase que dominar o sistema de cultivo. ''Estamos começando a ter algum retorno'', contabiliza o produtor José Alves Nascimento. Ele cultiva atualmente dois alqueires e diz que há áreas em pousio nas quais pretende instalar os novos canteiros.
Nascimento destaca que além de uma melhor remuneração, a produção de orgânicos diminuiu a conta da farmácia. ''Temos mais saúde, nos livramos dos males da intoxicação por veneno'', comemora. Ele destaca ainda a consciência ambiental que se formou no grupo. ''Estamos cuidando da reposição das áreas de mata ciliar e reserva legal.''


