No começo, era apenas um hobby
No início das atividades, na década de 80, o apicultor Josuel Lambertucci vendia em garrafas de vidro o mel que coletava em 15 colméias. Era um hobby. À medida em que o negócio foi prosperando, os demais integrantes da família passaram a trabalhar com apicultura. Hoje essa empresa familiar é responsável por 50 empregos diretos e indiretos. Josuel continua cuidando do campo, a irmã Joelma ficou encarregada da área de produção e o irmão Josias administra o empreendimento.
A empresa Lambertucci começou a exportar própolis há sete anos. Isso ocorreu quando um empresário japonês veio residir no Brasil e conheceu o trabalho desenvolvido em Rio Claro. Ele até ajudou a aumentar o capital dos empreendedores rioclarenses. Com isso, os Lambertucci investiram em transporte e na compra de propriedades rurais para colocar as colméias.
Ao todo são 1.500 colméias habitadas por abelhas africanizadas, que atualmente estão no município de João Pinheiro, em Minas Gerais, onde as floradas continuam por força do El Ni¤o. Épocas normais elas teriam terminado em outubro. A florada temporã adiou a transferência das colméias, por meio de estruturas móveis, para outra propriedade rural, no Paraná. Trabalhamos com apicultura migratória, levando as colméias para onde ocorre a produção de néctar, em flores silvestres, de laranjeira e eucalipto, explica Joelma. Acabou a florada, muda-se o local, completa.
Por sua fama de bravas, as abelhas africanizadas são mantidas bem afastadas de centros urbanos e comunidades rurais. A empresa compra também o mel de outros produtores da região de Rio Claro. Considerando esse produto brasileiro de excelente qualidade, Joelma ressalta a falta de mão-de-obra especializada neste ramo e a falta de incentivos do governo para a apicultura. Em vista disso, recentemente foi criado o Conselho Nacional de Apicultura (Conabee), que acertou parceria com o Ministério da Agricultura, para que atividades sejam implementadas na área.(A.E.)





