Ninguém compra, ninguém vende no mercado interno
O que diz a análise da FNP sobre o mercado nos últimos dias? As cotações perderam força, pressionadas por previsões climáticas favoráveis às lavouras norte-americanas, bem como pela expectativa de possíveis efeitos negativos em função da disseminação da síndrome respiratória aguda severa (Sars), e também por novas vendas técnicas - informa o analista da FNP, Stael Prata Silva Neto.
No mercado interno brasileiro, a atividade de colheita mantém o bom desempenho na maior parte do país. A colheita já entra em sua fase final, tendo seu encerramento previsto para meados de maio. Na Argentina, a colheita já passa de 50% da área colhida. Desta forma, a atenção dos participantes do mercado gradualmente se volta para o continente norte-americano, principalmente em relação à real área de plantio de soja estadunidense, bem como para o comportamento climático nesta região.
Em termos de câmbio o que é ruim para a soja é péssimo para o café, a carne e o suco de laranja. O café teve queda acentuada na Bolsa de Nova York e o mercado interno acusou o impacto. Nas praças entre Cornélio Procópio e Paranavaí praticamente ninguém comprou nem vendeu.
Rumores - Para atrapalhar um pouco mais, começam as especulações em torno da ferrugem da soja, cujos danos estão se tornando mais evidentes. Não adiantou nada o Ministério da Agricultura ter minimizado os efeitos da ferrugem.
A notícia já está nos boletins das consultorias de mercado: uma associação de produtores de soja do Estado de Arkansas entrou, esta semana, com pedido para que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos suspensa das importações de soja da América latina em razão da existência da ferrugem em nívieis ''preocupantes''.
A medida tem carater preventivo - interpretou a Granoeste, de Cascavel, esta semana - uma vez as importações de soja por parte dos EUA podem aumentar em razão da possível escassez este ano. No ano passado, os EUA importaram 50 mil toneladas de soja do Brasil e da Argentina.





