A dificuldade de manejo das culturas em estufas de tamanho convencional, muito grandes para as áreas de vilas rurais (que têm em torno de 5.000 m2) já é sentida pelos produtores. O presidente da Vila Rural ''Vila das Oquídeas'', Adão Olevir Vemeskoski, 33 anos, já reclama dos prejuízos sofridos este ano com o pepino. Os canteiros foram atacados por uma espécie de nematóide e das 700 caixas que esperava colher, conseguiu apenas 250. A área ocupada pela vila, antes abrigava lavouras de maçã, que podem ter deixado o nematóide como herança, já que ele está atacando outras outras áreas da vila.
O técnico da Emater Charles Peixoto explica que o controle do nematóide demorará de 3 a 4 anos. Nesse período o produtor precisa adotar técnicas para uma ''convivência pacífica'', com a praga. Ele aponta duas opções: deixar a área em pousio com adubação verde (crotalária) ou o enxertio de mudas de pepino em pés de abóbora. Charles destaca que o tamanho da estufa do produtor (1,2 mil metros) impede sua mudança para outra área.
Vemeskoski, mesmo contabilizando os prejuízos, está na expectativa dos resultados da ''estufa-escola''. Ele reclama que os moradores da Vila Rural, desde que se mudaram, há dois anos, estavam sem assistência técnica. O uso do cultivo de hortaliças em estufas grandes deve-se às experiências anteriores de trabalho. O produtor diz que gastou cerca de R$ 3 mil com a estufa. Até que se obtenham resultados da nova proposta de cultivo ele revela que está a procura de um emprego. ''Vou deixar a estufa aos cuidados da mulher e do filho. Precisamos de outra renda para sobreviver'', lamenta.

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