Nem inverno faz café reagir
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sexta-feira, 18 de julho de 2003
Reportagem Local 
Mais uma semana de preços baixos. Vai para o terceiro mês, com preços entre R$ 145,00 e R$ 150,00, para os melhores tipos de café do Paraná. Na segunda-feira o mercado parecia dar sinal de recuperação. Muitas empresas entraram comprando e houve demanda para cafés de todos os padrões, finos, médios e cafés baixos. A temperatura, que havia caído no final da semana, manteve-se em baixa. Houve negócios a R$ 160,00 e cafés tipo cereja chegaram a ser negociados por R$ 160,00/170,00. Mas esta boa performance não passou de segunda-feria.
Na terça-feira o mercado voltou a ser seletivo retomando o comportamento cauteloso dos últimos dois meses.
Mas o produtor não deve ser dominado por notícias negativas. Quem produz qualidade, como cereja despolpado, sempre terá um diferencial de preços. ''Há uma carência de cafés finos; o mercado tem espaço e preço para cafés de boa qualidade, cafés diferenciados'', observa o corretor Marcos Bacceti, procurado esta semana para falar sobre tendências de preços.
Segundo o empresário, quem sai com uma amostra de cafés de alto padrão, com qualidades diferenciais, tem condições de determinar preços, fungindo das variações naturais do mercado.
Um dos motivos fortes da apatia no mercado para cafés convencionais é a ausência de informações sobre o clima. Com exceção das previsões da semana passada, que não chegaram a surpreender o mercado, tudo o que se sabe sobre o clima é que ele deve ocorrer sem grandes eventos climáticos.
''As frentes frias são empurradas rapidamente para o Atlântico'', chegou a lamentar um corretor da região. E brincou: ''o clima este ano está em cima do muro''.
Conillon não é arábica - A Esalq que diariamente faz cotações de café (divulgada pela Agência Estado), sendo uma fonte referencial para todo o País, desde a semana passada vem cotando separadamente o café arábica e o conillon (ou robusta). O mercado pede essa distinção.
Exemplo disso são os preços divulgados esta semana, na quarta-feira, por exemplo os preços foram divulgados da seguinte forma:
''Café conillon: indicador Esalq fica em R$ 115,20/saca. O valor à vista em reais do indicador do café conillon calculado pela Esalq ficou em R$ 114,96 para a saca de 60 kg, alta de 0,93% no dia. Em dólar, o valor ficou em US$ 40,31/saca, alta de 1,05%. A prazo, a cotação ficou em R$ 115,20/saca, alta de 0,90%''.
''Café arábica: indicador Esalq fica em R$ 164,21/saca. O valor à vista em reais do indicador do café arábica calculado pela instituição ficou em R$ 164,21 para a saca de 60 kg, alta de 0,39% no dia. Em dólar, o valor ficou em US$ 57,58/saca, ganho de 0,51%. A prazo, a cotação ficou em R$ 165,55/saca, alta de 0,39%.


