O Nelore é o destaque na feira por ter o maior número de animais inscritos. Entre os jurados que avaliarão a raça está o veterinário Ireno Cassemiro da Costa, supervisor do Serviço de Registro Genealógico de Zebuínos da Sociedade Rural (SRP). Além do Nelore mocho, ele julgará também animais da raça Brahman. Cada julgamento é feito por três jurados e se somam as notas para se emitir uma média. Assim como os demais julgadores raça, Cassemiro é credenciado pela Associação Brasileira de Criadores de Zebuínos (ABCZ) e integra o colegiado de jurados da entidade.
Entre os critérios definidos pelo colegiado da ABCZ, três são fundamentais na avaliação do Nelore: sua qualidade racial (precisa ter os traços característicos da raça), seu equilíbrio e harmonia, e por fim, a capacidade reprodutiva. Um quarto fator que pode ser elencado é a performance do animal – sua capacidade de ganhar peso. Equilíbrio ou harmonia é a proporcionalidade entre a altura do animal e o comprimento de costela. ‘‘Um animal pernalta, por exemplo, que tem os membros mais compridos que a costela, é considerado tardio e demora a ganhar peso, por isso não é bem avaliado’’, explica Cassemiro.
Quanto às fêmeas, o veterinário da SRP observa que um fator que deixará de ter importância é o peso. Em Londrina ainda não haverá mudanças, mas na Expozebu (Uberaba-MG) deste ano, o peso não constará mais na ficha do animal. ‘‘Foi decidido isso para evitar distorções por parte dos criadores, que às vezes buscam aumentar o peso e acabam criando um gigantismo da fêmea, que prejudica a eficiência reprodutiva’’, comenta Cassemiro.

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