Os participantes do curso sobre plantas medicinais e condimentares, promovido pela Secretaria Especial da Mulher, terão a oportunidade de conhecer cerca de 100 espécies e as formas de utilização. No horto do Centro de Oficinas da Mulher, pode-se encontrar desde hortelã até baunilha. Algumas são mais exóticas, como o ginkgo biloba, uma árvore originária da Ásia que atua na circulação sanguínea, melhorando a memória e a concentração. Outras espécies cultivadas no horto são a capucinha, planta ornamental que, utilizada em saladas, é ótima fonte de vitamina C, a urtiga, cuja raíz atua no combate à queda de cabelo, a lavanda, utilizada na fabricação de sachês, o metiolate, com ação cicatrizante e o cipó mil-homens, que atua no combate à febre e ao reumatismo.
O engenheiro-agrônomo Guilherme Casanova Júnior enfatiza que é necessário cautela na utilização de plantas medicinais. ‘‘As plantas podem fazer mal, se forem utilizadas de forma errada. O tratamento de doenças deve ser feito através de acompanhamento médico, bem como a utilização de plantas medicinais’’, ressalta. Segundo Casanova, existem dosagens e formas corretas de utilização dessas plantas, que devem ser indicadas por profissionais que conheçam o assunto. ‘‘A erva-de-santa maria é um excelente vermífugo, mas se utilizada de forma errada pode levar até à morte’’, exemplifica.
As plantas medicinais são comumente utilizadas em chás. Casanova lembra que as folhas e flores não devem ser fervidas junto com a água. A preparação correta é a infusão. Ou seja, ferve-se a água, coloca-se a planta após desligar o fogo e se abafa por 10 minutos. O chá não deve ser guardado por mais de um dia, e deve ser consumido sem açúcar.(J.S.)

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