Os julgamentos de animais são uma das grandes atrações da Exposição de Londrina. Nesta edição começam hoje e vão até o dia 17, período em que serão julgadas separadamente 17 raças de bovinos e duas de equinos (árabe e mangalarga). Raças de ovinos e de suínos serão também avaliadas, em eventos próprios. Os julgamentos realizados em Londrina são considerados de grande prestígio pelas associações de criadores por dois motivos: pela qualidade dos animais e pelo grande número de inscritos. Mas julgar um animal não é nada fácil e requer conhecimento técnico específico.
Os jurados são especialistas contratados pelas associações de criadores de cada raça e oriundos de diferentes Estados do Brasil e também do exterior. Para julgar a raça Marchigiana, por exemplo, virá o italiano Gionnetto Guerrini; para o Angus, o norte-americano Randy Daniel; e para o Limousin, foi convidado o argentino Oscar Louchessi. Como os critérios técnicos que adotam são universais, estes profissionais não correm o risco de ser parciais. É o que garante a engenheira agrônoma e responsável técnica pelo Setor Animal da SRP, Neusa Assad.
‘‘É óbvio que é muito difícil agradar a todo mundo o tempo todo. Há criador que pode não concordar com uma nota dada a um animal seu, mas não tenho visto ninguém reclamar. Afinal, esses jurados são pessoas que estudaram muito para chegar onde estão e não vão colocar seu nome e sua reputação em jogo por causa de uma coisa isolada’’, afirma ela. Para se credenciar à função, um jurado precisa passar por um curso específico promovido pelas associações nacionais, ter formação profissional (ser veterinário, zootecnista ou agrônomo) e ainda passar pelo crivo de outros jurados experientes que avaliarão o seu trabalho em dez julgamentos feitos em uma exposição de grande porte.
É comum ocorrer situações em que um animal que foi eleito grande campeão na Exposição de Londrina acabe não pegando boa classificação em outra feira. E os jurados sendo os mesmos. ‘‘Isso acontece porque às vezes na outra feira aparecem outros animais melhores que ele. Mas a avaliação dos jurados não é subjetiva. É sempre a mesma em qualquer lugar do mundo. São extremamente profissionais’’, assegura Neuza.
E a valorização dos animais acontece naturalmente, após serem bem avaliados em um julgamento, principalmente numa exposição como a de Londrina, que é a líder do ranking da América Latina em número de animais. ‘‘Por ser a primeira do ranking, um julgamento aqui tem peso maior, porque a somatória das notas dos animais de um criador é multiplicada pelo coeficiente do número total de animais da feira, o que eleva sua nota final’’, explica.

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