Nas pastagens gramas mostram deficiência
Nas pastagens gramas
mostram deficiência
Nesta área a grama mato-grosso tomou conta da pastagem e vai exigir uma bom manejo para ser substituidaA grama seda também é uma invasora que se alastra rapidamente em condições favoráveisA grama mato-grosso e grama-seda aparecem e infestam áreas de pastagens degradadas. O solo desequilibrado nutricionalmente vai favorecendo a substituição de espécies produtivas, que são mais exigentes, por estas espécies que são menos aceitas pelo gado. A informação é do pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), José Pedro Garcia Sá, que comenta ainda que a situação de degradação dos pastos é geral, de norte a sul do País.
Segundo o pesquisador, o problema começa devagar e quando o pecuarista se dá conta a área já foi tomada. Reformar uma pastagem é um processo demorado e caro. Gastam-se em média R$200,00/ha e pode levar de 5 a 6 anos, e o produtor precisa estar atento, comenta Sá.
O perfil do pecuarista brasileiro mostra que ele entende pouco de agricultura, principalmente o criador de gado de corte. As propriedades, em geral, não dispõem de máquinas agrícolas, não usam adubação e nem herbicida. E tenho ouvido em muito locais, que o Brasil está se brachiarizando, ou seja, não há um manejo adequado e o máximo que o produtor faz é semear a brachiaria, achando que está resolvendo o problema, analisa Sá.
Sem recuperar o pasto e sem manejo, a pesquisa observa que em 30 anos a lotação do Noroeste do Paraná, por exemplo, caiu pela metade. Em 80% desta região a lotação está abaixo de 1,5 unidade animal por hectare, informa.
O produtor de leite já é um pouco diferente, na opinião do pesquisador, porque tem que plantar milho, fazer feno para produzir, caso contrário não produz leite, tendo que procurar alternativas mais produtivas.(C.C.)





