Em diversas cooperativas do Estado, o processo de certificação das unidades armazenadoras está acontecendo da forma mais tranquila possível. Algumas delas, inclusive, já estão com o percentual de armazéns regularizados acima do exigido pela Mapa desde que a Instrução Normativa 41 (IN 41) entrou em vigor, no ano passado. Isso acontece de forma natural porque as cooperativas possuem exigentes programas de qualidade internos e que acabam facilitando no momento da certificação. De acordo com dados da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), a capacidade estática do setor é atualmente de 14,5 milhões de toneladas.
A Cocamar, por exemplo, possui uma capacidade de armazenagem de 983 mil toneladas, sendo 318 mil localizadas na região Norte do Estado. No primeiro ano da IN 41, a cooperativa certificou três unidades, atingindo um patamar de 17% do seu volume total. O coordenador operacional da entidade, Marcelo Aparecido Salvador, confirma que a certificação é extremamente rigorosa. "A exigência da certificadora é muito grande. Eles avaliam tudo, termometria das unidades, balança, condições de pátio, movimentação da carga, segurança, tudo é vistoriado."
Salvador relata que, para a cooperativa, o processo está relativamente tranquilo, sem grandes dificuldades, porque muitos procedimentos já são exigidos dentro das unidades há muito tempo. "As nossas regularizações estão acontecendo mais no sentido de documentação, atas de instrução de trabalho, relatórios e planilhas. É colocar no papel todos os nossos procedimentos", explica.
Pelas contas do coordenador operacional, a Cocamar está investindo "em torno de R$ 10 mil por unidade", para colocar seus armazéns de acordo com a IN. "Quem não estiver cumprindo alguns requisitos básicos terá que investir muito dinheiro. Um sistema de termometria, por exemplo, custa em torno de R$ 100 mil", calcula Salvador. "Entre os principais benefícios da regularização está a redução das perdas durante a armazenagem", complementa.
O mesmo movimento também está acontecendo de forma efetiva na cooperativa Integrada. Da capacidade estática de 900 mil toneladas, 25% já está dentro das normatizações. Até o final deste ano, a estimativa é atingir 55%, o que inclui a unidade de São Martinho, em Rolândia, que possui capacidade de 16,4 mil toneladas e já passa pelo processo. Arapongas, Maringá, Racho Alegre, Londrina e Cambé são algumas das unidades já certificadas.
O coordenador de unidades armazenadoras da entidade, Edson Munhoz, comenta que a cooperativa preza muito pela qualidade do produto. Os Organismos de Certificação de Produto (OCPs), responsáveis pela certificação, são bastante rígidos e cobram muito em relação à higienização, por exemplo. "É um processo fundamental para evitar perdas. Como uma empresa que perde 5% ou 10% do seu produto vai sobreviver? Por isso todo o nosso cuidado."
Para Munhoz, a importância da certificação está no fortalecimento da relação do setor armazenador com o setor produtivo, redução das perdas que ocorrem durante o processo de armazenamento e o aumento da credibilidade e competitividade do produto no mercado externo. "Até 2014 pretendemos estar com todas as nossas unidades certificadas", salienta o coordenador da Integrada.

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