'Não tem lógica fazer a doma de outro jeito'
Trabalhadores e filhos de proprietários encerraram o curso com muitos ganhos. Entre eles, animais domesticados e conhecimentos sobre os equinos que lhe permitirão executar tarefas com mais facilidade na lida diária. Muitos alunos já faziam a doma de animais no método tradicional e se surpreenderam com as técnicas que domesticam cavalos e muares sem muito esforço e sem violência. Ao final dos 10 dias, alguns se exibiam ficando em pé sobre o animal.
Osvaldo Cantuária, de 39 anos, terminou o curso com a absoluta certeza de que ''não há lógica em fazer a doma de outro jeito''. Com a experiência de quem trabalhou toda a vida com animais, ele diz que a vantagem da doma racional é que não há uso de violência e nem risco para o trabalhador. ''O animal é inteligente, se a gente trata bem, ele responde bem'', afirma.
Sivaldo Fernandes, de 34 anos, se impressionou com a rapidez do resultado. ''Nunca tinha visto nada igual. É interessante em tão pouco tempo a gente conseguir passar embaixo do cavalo'', diz. O burro Panema deu trabalho a Jorge Fernando monteiro, de 20 anos, filho de um produtor de Sabáudia. ''Mas consegui e vou trabalhar com ele na lavoura'', diz, lembrando que os produtores da região necessitam também de um curso de rédeas.
Os alunos levaram para casa a tarefa de dar continuidade à doma, por meio de exercícios diários com os animais. ''Deve ser feita a manutenção desse processo, que pode ser aprimorado no dia-a-dia da propriedade'', ensina o instrutor. (R.C.)





