Não podemos mais falar em supersafra
"Não podemos mais falar em supersafra." É dessa forma que o presidente do Sindicato Rural Patronal de Londrina, Narciso Pissinati, aborda a reportagem da FOLHA. Segundo ele, esse "oba oba" ficou para trás e a situação é bem complicada nos municípios da região Norte. "Passei pela região do Vale Tibagi e Paranapanema e vi muita soja verde que está amarelando. A lavoura estava um espetáculo e bem nesse momento de formação do grão sofre com esse calor", relata.
Segundo Pissinati, na região são 450 sojicultores associados e uma estimativa anterior de produção de 3 milhões de toneladas. "Nas cidades que possui terra mista arenosa, como Primeiro de Maio, Jataizinho, Sertanópolis e Bela Vista do Paraíso, as perdas são enormes. Na minha propriedade mesmo, calculo 50%. Em Centenário do Sul tem um produtor que pode não colher nada. As plantas estão tão pequenas, que a colheitadeira não consegue fazer o serviço."
Em relação ao seguro rural, Pissinati salienta que poucos fazem o seguro de renda, além disso, os produtores têm mais tradição em investir em seguro no milho safrinha e trigo, devido aos problemas com geada. "Poucos fazem o seguro porque a soja sempre foi vista como uma lavoura de pouco risco. Dessa vez não foi bem assim. Apenas quem plantou as variedades precoces, que não chega a 10% em nossa região, acabou tendo resultados melhores." (V.L.)





