Não há risco de desabastecimento de alimentos, diz Kátia Abreu
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sábado, 14 de fevereiro de 2015
Victor Martins<br.Agência Estado 
Brasília - A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmou na última quarta-feira que, a despeito da seca e da crise hídrica no País, não há risco de desabastecimento de alimentos. "Dificuldades, nós teremos. Redução de safra em alguns lugares também deve ocorrer. Vamos depender das chuvas de agora no Sul de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro e em parte do Espírito Santo", relatou a ministra.
Segundo ela, o governo prepara um estudo sobre a capacidade hídrica do País. "Queremos aproveitar mais a água da chuva fazendo represas e açudes", afirmou. Ela disse, ainda, que está sendo preparado um planejamento de longo prazo para irrigação no País. "De 30 milhões de hectares irrigáveis, só irrigamos 5 milhões", ressaltou. Conforme a ministra, também há dificuldades em regiões de bacias de São Paulo onde se planta verduras. A despeito disso, ela acredita que é possível suprir o que faltar com produtos de áreas irrigáveis.
Segundo ela, o café é um dos produtos que mais preocupa o Ministério da Agricultura. Segundo dados divulgados esta semana pela pasta, 90,98% dos municípios produtores estão com umidade do solo abaixo da média histórica. "O café está em fase de enchimento do grão e as chuvas de agora são decisivas", explicou a ministra. "Café nos preocupa, estamos torcendo pelas chuvas de agora", frisou.
Etanol
Kátia Abreu afirmou também que está confiante na possibilidade da elevação da mistura de etanol anidro na gasolina ser autorizada até 16 de fevereiro. Segundo ela, a data não está confirmada, mas tudo está pronto para que o ministério publique uma portaria; falta apenas o aval do Palácio do Planalto.
Pela lei atual, o governo pode optar por um porcentual de etanol na gasolina que vai de 18% a 27,5%. A cadeia produtiva de açúcar e álcool havia solicitado, inicialmente, o limite máximo, mas dificuldades técnicas quanto à medição do 0,5 ponto porcentual devem limitar a mistura, num primeiro momento, a 27%.


