O Brasil é hoje o quinto maior exportador mundial de carne de cavalo. Só no ano passado, as remessas internacionais somaram US$ 34 milhões aos cofres nacionais. Europa e Ásia foram os principais destinos do produto brasileiro, com destaque para França e Bélgica.
O Paraná é o maior produtor brasileiro, responsável por 53% das exportações de carne de cavalo. Em segundo lugar está o estado do Rio Grande do Sul, com 27%. Já a venda de cavalos vivos gerou mais de US$ 62,4 mil para a economia paranaense no ano passado.
Segundo Pio Guerra, presidente da Comissão Nacional do Cavalo da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), não existe criação de cavalo para corte no País. ''O frigorífico é apenas a destinação final do animal'', diz.
Isso ocorre porque a população brasileira ainda é bastante apegada ao cavalo, diferente do resto do mundo, explica Guerra. ''Tanto isso é verdade que durante a realização do estudo da cadeia produtiva, muitos frigoríficos negaram informações aos pesquisadores'', lamenta.
Na região de Londrina há um frigorífico reconhecido por abater somente cavalos. A reportagem da Folha Rural tentou contato, mas os diretores não quiseram dar entrevistas, atestando o medo da indústria em expor sua produção. (M.G.)

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