Não há crise de mercado que leve o fazendeiro Valdemir Antonio Bertoletti, a substituir o milho. ''É uma ótima opção de rotação de cultura e ainda me permite fazer três cultivos anuais: milho, soja safrinha e trigo'', afirma. O produtor está entre os que se destacam na cultura do milho com uma produtividade média de 340 sacas/alqueire.
Na área de 400 alqueires, em Cambé (13 km a oeste de Londrina), que ele administra para a família, pelo menos 20% recebe o milho. Bertoletti, que é engenheiro agrônomo, critica o atual preço de mercado (R$ 15,00/saca) e diz que o ideal estaria em torno de US$ 6,00 (R$ 17,40 pela cotação de R$ 2,90/1). Mesmo assim ele diz que ainda sobra alguma renda.
Pondo a cultura na ponta do lápis, o produtor diz que o custo de produção aliado à alta produtividade que a tecnologia permite, o lucro praticamente empate com a soja. Outra vantagem é que na área onde se plantou o milho a soja que vem na sequência tem um aumento na produtividade de até 6%.
Bertoletti admite que o comportamento do preço da soja tem levado muitos agricultores ao plantio exclusivo do grão. ''Não podemos seguir todos na mesma direção. Estou apostando na falta do milho no mercado'', revela. Na escolha das sementes, o produtor afirma que não se prende à marcas preferindo os híbridos comprovadamente rentáveis e adaptados às características da região (baixa altitude, altas temperaturas e os riscos do veranico). Bertoletti elogia as inovações tecnologicas e melhoramentos da cultura. ''Nos últimos cinco anos a produtividade subiu de 30% a 40%'', comemora.(C.G)

mockup