Não confie em soluções mágicas
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de novembro de 2005
Rui Cépil Diniz 
O alto custo financeiro e os efeitos colaterais dos medicamentos de síntese têm nos levado a adotar uma medicina mais racional, na qual as orientações gerais (dietéticas, exercícios físicos, técnicas de relaxamento, qualidade de vida, etc.) e as terapêuticas menos agressivas vêm ocupando cada vez mais espaço nas prescrições médicas.
O grande avanço da medicina não levou a uma redução tão grande assim da morbi-mortalidade em geral. Percebe-se que o que mudou foi o perfil do doente e da doença e não a quantidade ou a gravidade destes ou daqueles. O número de consultas e o número de doentes aumenta a cada dia, motivado por uma medicina na qual o ser humano é subdividido em partes, o processo saúde doença não é muitas vezes sequer lembrado e os interesses econômicos se sobressaem, fazendo com que todos nós, profissionais e usuários, busquemos soluções mágicas, onde um medicamento ou procedimento, por si só, seja o suficiente para resolver todos os nossos males.
O ser humano e sua saúde são a somatória de fatores genéticos e ambientais. Por enquanto, ainda não podemos solucionar nossos problemas genéticos. Quanto aos ambientais, apesar de nossa resistência em aceitar determinadas mudanças, é o que nos resta corrigir, para que atinjamos a tão sonhada saúde, que não se trata apenas da ausência de doenças aparentes, mas de um estado pleno de bem estar físico, mental, psico-social e espiritual.
Temos na fitomedicina (fitoterapia científica) uma ponte entre a alopatia e os métodos naturais de tratamento, onde utilizamos as plantas medicinais e seus fitocomplexos, produtos menos agressivos, mais fisiológicos e de menor custo, com eficácia comparável aos medicamentos de síntese, e com menor incidência de efeitos colaterais.
Não pretendemos que a fitomedicina venha como solução mágica e muito menos desejamos desprezar a alopatia e todos os demais progressos da medicina em todos estes anos, e sim, orientar a população para que faça uso adequado das plantas e acrescentar, para os profissionais de saúde, mais esta forma de tratamento, antiga, porém atual, acessível, eficaz e naturalmente adequada.
Nesta semana, abordaremos o Quebra pedra, planta muito comum em nossos quintais, sendo considerada inclusive uma planta invasora. Sabemos das dificuldades em se tratar de uma cólica renal (quem sofre deste mal que o diga). Além das opções cirúrgicas e do uso de analgésicos, nossa medicina pouco tem a oferecer clinicamente para esta moléstia. Muito estudado nos últimos tempos, o quebra pedra poderá, quem sabe, preencher esta lacuna.
O aumento na ingestão hídrica e os cuidados com a alimentação, adequados a cada caso, não devem ser esquecidos durante a consulta com o médico assistente.
Lembramos, que as informações aqui contidas, terão apenas finalidade informativa, não devendo ser usadas para diagnosticar, tratar ou prevenir qualquer doença, e muito menos substituir os cuidados médicos adequados.


