O morango foi introduzido, no início da década de 90, na região e promoveu uma ‘‘revolução econômica’’ no município. Hoje a cultura disputa com o café a liderança financeira nos municípios de Pinhalão e Jaboti, segundo dados da Emater. O cultivo a geração de renda e emprego para o município. Em média a cultura promove uma movimentação financeira de R$ 4,2 milhões/ano. Segundo o engenheiro agrônomo, Edson Roberto Vaz Ronque, a cultura do morango, ao lado do café, a principal geradora de renda para o município.
Ronque explica que o morango, além de melhorar a economia com a geração de emprego e renda, permitiu que trabalhadores, por meio do trabalho em propriedades como parceiros, adquirissem propriedades ou se tornassem donos de lavouras. Ele explica que o modelo de produção na região permitiu que agricultores sem recursos financeiros ou propriedades, em um período de tempo, possam obter sua própria lavoura.
O rendimento do morango é dividido, conforme o acordo prévio, entre o proprietário da terra que pode arrendar a área mediante o repasse de 3 a 4% da safra, o proprietário da lavoura responsável pelo investimento, o parceiro responsável pelo manejo que recebe 25% da produção e o diarista que é contratado para auxiliar as famílias no período da colheita. O parceiro Valdemar Furquim disse que a cultura do morango proporciona lucros e oportunidades. ‘‘Num período de três safras posso adquirir minha própria lavoura. Em outras culturas isto nunca seria possível’’, disse. (B.T.)

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