Restaurantes são os maiores consumidores de carnes personalizadas, segundo o gerente comercial da VPJ Beef, Carmelo Paulete Neto. ‘‘Mais de 80% do nosso escoamento é para este mercado. Trabalhamos com um nicho que não é focado na quantidade e sim na qualidade’’, conta. Os principais divulgadores da marca são os chefs de cozinha, que segundo Paulete Neto, são os responsáveis pelas primeiras compras e fidelizam-se com facilidade. ‘‘Um dos maiores problemas deste negócio é manter a escala e a regularidade de entrega. Fazer a carne de grife é um desafio, mas ainda maior é mantê-la no mercado’.
  O conforto comercial da VPJ Beef está na verticalização do processo. A marca é responsável pelos criatórios, desenvolvimento de genética apurada, abate, manipulação e comercialização. Cerca de 200 toneladas de carne são vendidas ao mês, somente de animais crioulos entre bovinos e ovinos, oriundos de fazendas da VPJ. A expectativa é incrementar a produção em 30% ainda neste semestre e dobrar dentro de um ano. ‘‘O Brasil é um grande importador de carne de qualidade e nossa meta é suprir esta demanda, pensando também no consumidor de varejo’’, comenta. A matéria-prima da casa é a raça Angus.
  A Associação Brasileira da Raça Angus chancela a VPJ Beef e outras marcas que usam a raça como base por meio de um programa de certificação. ‘‘A ABA garante a qualidade do processo e não se envolve na comercialização da carne entre frigoríficos e varejo. Garantimos apenas a valorização dos bois aos pecuaristas que ganham um plus por produzirem uma carne que segue padrões de produção desde a escolha da ração, o manejo, a genética aplicada até a manipulação do alimento’’, diz Fábio Meireles, técnico do Programa Carne Angus.(C.P.)

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