Edio Sander, presidente da Cooperaliança, afirma que a pecuária precisa ser mais profissional, principalmente para atender às novas exigências do mercado. Segundo ele, o criador precisa saber para quem vai produzir. ''O pecuarista tradicional vende para quem comprar, não oferecendo qualidade. Isso é ruim, pois é necessário planejamento'', observa. Com o programa de qualidade desenvolvido pela cooperativa, é ofertado um produto com qualidade e preços definidos para um público interessado em consumir uma boa carne.
O presidente da entidade completa que desde o começo do programa de qualidade de carne desenvolvido pela cooperativa já foi definido todo o protocolo obrigatório de produção. Com 82 cooperados, só neste ano a instituição espera produzir 2,8 mil quilos de carne. O produtor interessado em participar do projeto precisa seguir uma série de exigências. Sander explica que os animais precisam ter peso de 270 a 280 quilos e uma cobertura de gordura de 4 a 6 milímetros, critérios obrigatórios para quem quer comercializar pela cooperativa. Dentro do protocolo de produção, também estão inseridos métodos adequados do manejo alimentar como pastagens de boa qualidade e suplementação adequada.
O programa criado pela cooperativa trabalha com cria, recria e engorda. ''Todos os animais são terminados em confinamentos. No manejo sanitário, verificamos as aplicações das vacinas e também do controle de parasitas'', afirma. Sander destaca que esse projeto foi construído por produtores para garantir rentabilidade ao setor produtivo. Segundo ele, a tendência é de que o consumidor vá atrás de carnes com marcas registradas.
O produtor Carlos Aguiar, de Cândido de Abreu, revela que para se adequar às normas estabelecidas pela cooperativa foi uma tarefa difícil, mas com o devido apoio técnico, conseguiu enquadrar a produção. Segundo ele, atender aos critérios sobre o manejo alimentar foi o mais complicado, pois faz apenas um ano que começou com os trabalhos. ''Quem não inovou na atividade ficou para trás'', lamenta. Segundo Aguiar, o consumidor quer comer carne de qualidade e está disposto a pagar por isso. ''Nos Estados Unidos a carne é muito mais cara do que aqui, e os americanos pagam'', completa o produtor. (R.M.)

Imagem ilustrativa da imagem Na era da pecuária moderna
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