Melancia baiana será exportada para a ArgentinaA melancia é uma das frutas que estão rendendo lucros para os produtores que usam irrigação. Rafael Rodrigues de Moraes, de Teixeira de Freitas (BA), está se preparando para vender melancia para a Argentina. As frutas são de qualidade, pesam entre 11 e 12 quilos cada. A padronização da produção atraiu a atenção de exportadores sediados em Belo Horizonte, conta o produtor. Sem descuidar do mercado interno, Moraes diz que está destinando parte da produção para os mercados regionais do Nordeste que estão com forte expansão para o consumo de frutas.
O preço, em torno de R$ 0,20 o quilo, está incentivando o produtor que não descuida da lavoura, assinala o produtor. Segundo ele, a cultura exige investimentos, em torno de R$ 1.500,00 por hectare, para ser instalada, mas o lucro compensa. Moraes só lamenta a falta de apoio oficial ao esforço dos produtores. Ele dirige suas queixas principalmente contra o Banco do Brasil, ‘‘que não apóia a fruticultura na região’’. ‘‘Se a Bahia e o Espírito Santo constituem um importante pólo produtor de frutas, deve-se exclusivamente ao espírito empreendedor dos produtores’’, afirma.
Numa área de 70 hectares, Moraes colhe em média 30 toneladas de melancia por hectare. Às vezes o clima ‘‘colabora’’ e ele colhe 40 toneladas. A meta do produtor é atingir 50 toneladas por hectare, a maior da região.
Para conseguir essa produtividade, ele não descuida dos tratos culturais e de fazer rotação de cultura, para preservar a fertilidade do solo. A rotação é feita com pastos, onde a área liberada pelos pomares, com o solo já corrigido, é aproveitada na formação de pastos, para um rebanho leiteiro.
O plantio da melancia é feito com espaçamento de 2 por 2, para permitir a movimentação das máquinas. Cancro e virose são as ameaças constantes de pragas na lavoura. Para combatê-las o produtor faz a pulverização com defensivos a cada 5 dias, o que eleva os custos de produção. Apesar disso não se queixa da cultura, cujo mercado vem sendo animador. A melancia é vendida por R$ 0,20 o quilo e agora os produtores baianos estão descobrindo o mercado regional como outra opção para colocação do produto.(Vânia Casado -Teixeira de Freitas, BA)

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