Na Argentina, produção de soja cresce 2% ao ano
Na vizinha Argentina, a tecnologia também só impulsionou a produção agrícola. Nas propriedades da família de Santiago del Solar Dorrego, um dos maiores produtores do país, a safra de soja cresce cerca de 2% ao ano e a de milho em torno de 3% - média, segundo ele, semelhante ao do restante do país. "Há 10 anos, colhíamos cerca de 3 a 4 toneladas de soja por hectare e agora esse volume alcança até 5 toneladas. Graças à tecnologia", aponta. No mesmo período, a produção de milho passou de 7 ou 8 toneladas para perto de 11 toneladas. Ao todo, a família de Santiago planta em 4 mil hectares e ele, sozinho, cuida de 1,5 mil hectares.
Segundo conta, atualmente 100% da sua lavoura de soja é de materiais geneticamente modificados, enquanto de milho chega a 90%. Ele lembra que, na Argentina, a adoção de sementes transgênicas foi rápida e mudou a forma dos hermanos de produzir grãos, citando o uso mais racional de agroquímicos e os melhores rendimentos das lavouras. Mas alerta: "Os transgênicos são uma ótima tecnologia, mas para uma boa produção é preciso adotar outras técnicas, como rotação de cultura, sementes variadas e adequadas para a área onde se está plantando".
E reforça que para países como a Argentina e o Brasil a oportunidade do momento é histórica. "Nós podemos atender a demanda futura por alimentos", garante. E diz que não é preciso industrializar para agregar valor à produção. Basta produzir com qualidade e saber vender essa commodity no mercado. (E.Z.)





