Município também é responsável
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sexta-feira, 27 de outubro de 2000
Cláudia Barberato De Londrina 
A próxima campanha de vacinação contra a febre aftosa no Paraná começará quarta-feira, dia 1º de novembro. Além do criador e de técnicos da assistência oficial do Governo do Estado, agora o município deverá participar de todo o processo, para manter o Paraná livre da doença.
O Estado tem o reconhecimento internacional de área livre da aftosa, com vacinação, assim como outros Estados do Circuito Centro-Oeste. Para garantir a liberação de zona livre sem vacinação, num prazo de dois anos pelo menos, o Paraná terá que redobrar as atenções sobre o assunto, evitando que descuidos como o que aconteceu no Rio Grande do Sul ocorram no Estado.
A opinião é do secretário de Agricultura do Paraná, Antônio Leonel Poloni. Ele esteve em Londrina, no início da semana para participar da assinatura de um pacto de parceria entre conselhos intermunicipais de sanidade agropecuária de Londrina, Rolândia, Centenário do Sul, Porecatu, Bela Vista do Paraíso e outros municípios da área da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar).
O objetivo é fazer parcerias com as 399 prefeituras do Paraná e os Conselhos de Sanidade Agropecuária (Conesas), para que a vacinação ocorra de fato, e conscientizar todos os integrantes da cadeia produtiva, que inclui pecuaristas, abatedouro, comerciantes, revendas, técnicos e consumidores, para realizar um trabalho eficiente.
Segundo Poloni, a Seab financiará o treinamento de vacinadores oficiais para trabalhar nos municípios que tiverem necessidade. O vacinador poderá visitar as propriedades onde pecuaristas se mostrarem mais resistentes à vacinação; em locais mais distantes ou de difícil acesso; ou ainda carentes de recursos e informação.
Vamos gastar o que for necessário, garantiu Poloni. Ele lembrou também do envolvimento de toda a sociedade na cobrança de vacinação e na denúncia contra não só de pecuaristas que não fazem a vacinação, mas também de quem pratica a comercialização clandestina de pontos do País ou das fronteiras que possam comprometer a sanidade do rebanho paranaense. O único instrumento mais eficaz para combater a doença é a vacinação.
Cortar o cicloDe acordo com o Secretário, hoje o maior problema ainda está no pecuarista não conscientizado. O pequeno, às vezes por ter poucos animais, acaba negligenciando a vacinação. O grande pecuarista, muitas vezes, vacina apenas parte do rebanho, achando que o problema não vai acontecer na propriedade. Já no caso médio produtor, aquele mais especializado, a colaboração tem sido melhor.
O problema é que o vírus é altamente contaminante. Vem pelo ar, pelas pessoas, pela carne com osso, e outros meios e tem alto poder de sobrevivência. Vacinando animais, corta-se o ciclo do vírus. O criador pode vacinar a vaca prenha, o bezerro recém-nascido e fazer um reforço em 90 dias e, com isso, estará garantindo a sanidade do rebanho.


