A organização de um evento técnico para identificar, articular e construir ações voltadas ao trabalho, emprego e renda na Agricultura Familiar foi discutida na última terça-feira, durante uma reunião com representantes de dez entidades ligadas à área rural.
A reunião realizada no Centro de Educação Ambiental da Secretaria de Agricultura do município, resgata o resultado da Conferência Municipal de Desenvolvimento Rural, realizada em novembro de 2005, que apresentou tais ações como proposta de encaminhamento.
De acordo com o secretário de agricultura do município, Nilson Ladeia, três encaminhamentos básicos foram tirados da reunião. Um deles é o rápido diagnóstico das propriedades rurais, através de reuniões nos Distritos da cidade, onde serão identificados os problemas e dificuldades nesses locais.
Outro encaminhamento é ouvir os segmentos ligados à área rural sobre o trabalho desenvolvido nessas locais, além da realização de um seminário, onde essas informações possam ser transformadas em propostas e encaminhamentos.
O seminário será realizado num prazo de três meses, antecedendo também a Conferência Municipal de Desenvolvimento, que acontece em novembro. ''Na conferência, com todos os dados em mãos, poderemos estabelecer políticas públicas para um trabalho mais amplo nessas áreas, que servirá de base também para futuras administrações'', explica o secretário.
Banco de Dados - A reunião definiu também que as entidades, junto das universidades, criarão uma metodologia para fazer um banco de dados que, conforme o secretário, apresente um levantamento '''mais oficial' sobre o número de produtores que sobrevivem da agricultura familiar''.
Ainda segundo Ladeia, as únicas informações disponíveis são de 1994, com referência do IBGE de 1985. ''São dados muito defasados, que precisamos atualizar e tornar mais oficiais para definir melhor as políticas públicas do setor''.
Números disponibilizados pela Emater apontam que, no Paraná, das 370 mil propriedades rurais, cerca de 320 são de agricultores familiares, com mais de 1,2 milhão de trabalhadores, que trabalham com diversificação, integração da lavoura com a pecuária, fruticultura, café e processos da agroindústria familiar.
Para o jovem rural, a política do governo é dar ênfase ao empreendedorismo, contemplando mais de 10 mil comunidades rurais (vilas, assentamentos) em todo o estado, visando a cultura, o lazer e a educação nestas área. (M.O)

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