Os produtores da Apomar foram beneficiados pelo Programa Paraná 12 meses, com verbas de fundo perdido, para a aquisição de 12 estufas. ''Elas já estão instaladas e em funcionamento'', informa o agrônomo Romeu Suzuki, da Emater. A intenção dos associados, segundo o produtor Ademir Zanlorenzi, é aproveitá-las para a produção de mudas orgânicas.
A empresa de Curitiba, que leva quase que toda a produção dos associados, é atualmente a única fornecedora de mudas. Cada bandeja com cerca de 300 mudas custa em média R$ 5,00. O técnico da prefeitura, Laudemir Peres, que coordena o grupo, destaca que a programação dessa produção de mudas também está sendo organizada.
A prefeitura de Marilândia tem participado ativamente do projeto. Além do salário do técnico que acompanha diretamente o grupo de produtores, o prefeito Jaime Rossi (PMDB) cedeu dois imóveis do município para o uso da Apomar. Num deles foi instalada a sede da associação. Atualmente o local está sendo usado como ponto de coleta das hortaliças pela empresa da capital. ''Queremos aproveitar o ponto (à beira da rodovia) para a venda direta das hortaliças, uma espécie de mercado popular'', explica Ademir Zanlorenzi.
Outro barracão funcionará como centro de lavagem, padronização e classificação de hortaliças como cenouras e tomates. O prefeito justifica o incentivo à agricultura orgânica como meio de melhorar a qualidade de vida da população. ''A média de vida da nossa população está em 73 anos'' garante. Jaime Rossi cita ainda a contribuição para a melhoria da bacia do Rio Ivaí. Em busca de mais recursos, na semana passada ele se reuniria com o governador Roberto Requião (PMDB).
Rossi destaca a atividade também como opção para manter a pequena propriedade além das vagas de trabalho que oferece. ''A pequena agricultura do município dá muito emprego não só para os moradores daqui, mas em determinados períodos de safra buscamos mão-de-obra nas cidades vizinhas'', garante. (C.G.)

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