Mulheres perpetuam sistema cooperativista
Atualmente, as cooperativas de produção contam com seis conselheiras fiscais e duas participantes do conselho de administração. Para o gerente de desenvolvimento do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Leonardo Boesche, a mulher exerce um papel fundamental no cooperativismo porque ela é que prepara a família para continuar a relação com a cooperativa. É nesse contexto que a mulher está encontrando mais espaço. Ao incentivar a aproximação da família com o sistema, ela perpetua a filosofia do cooperativismo, destaca.
Na região Oeste, por exemplo, está muito clara a participação feminina na renovação do quadro social das cooperativas, disse Boesche. A família está discutindo o cooperativismo em casa e aquela situação em que o homem decidia tudo sozinho, é meia verdade, destaca. Hoje, vem crescendo a atuação de casais no quadro social das cooperativas, com participação ativa da mulher.
Nas cooperativas onde as mulheres ocupam cargos de conselheiras fiscais dá para perceber as alterações. As mulheres se concentram mais e vão direto nos objetivos, sem se perder em conversas paralelas, observa. A prosperidade da cooperativa Lar é um reflexo do trabalho com as mulheres. Preocupada em elevar a renda na propriedade, a mulher procurou alternativas para a produção exclusiva de soja e milho, perpetuada pela vocação masculina. É por causa da mulher que está ampliando a produção de hortaliças, galinha de corte, ovos e laticínios na propriedade.
A Lar optou por industrializar esses produtos e hoje já oferece mais de 10 produtos semi-prontos, o que tem elevado o faturamento da cooperativa, explica Boesche. Os negócios com a lavoura de grãos ficam para os grandes investimentos e a renda da atividade feminina acaba custeando o dia-a-dia da família.(V.C.)





