Mulheres mostram força e organização
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sexta-feira, 05 de junho de 2009
Raquel de Carvalho<br> Reportagem Local 
A organização, sensibilidade e discernimento da mulher são comprovadamente ferramentas importantes na condução da atividade agropecuária. Tanto que entidades que representam produtores promovem meios para sistematizar a participação feminina. As cooperativas criam comitês de mulheres que não se limitam a promover encontros de confraternização e discussão de assuntos domésticos.
A cooperativa Nova Produtiva, de Astorga, deu um passo decisivo na organização das mulheres, com um encontro de lideranças femininas na última semana, no Centro de Treinamento Agropecurário (CTA) do Senar, em Ibiporã. Cerca de 100 mulheres das unidades de Astorga, Colorado, Lobato, Santa Fé, Ângulo e Iguaraçu passaram o dia discutindo formas de atuação para alcançar melhores resultados na propriedade e que resultou na criação do núcleo feminino da cooperativa.
Segundo o presidente da Nova Produtiva, Tácito Barduzzi Júnior, a cooperativa está trilhando o caminho certo. ''A mulher tem outro olhar sobre a vida e sobre o trabalho. Enquanto o homem tem uma visão meramente capitalista, a esposa ou filha avaliam a situação de outra forma. A mulher tem mais discernimento'', afirma.
Essa característica feminina é um ganho para a cooperativa. ''A mulher é importante para a fidelização à cooperativa'', avalia Barduzzi. O dirigente afirma que a mulher não é mais vista somente como uma coadjuvante. ''Elas estão se conscientizando de que são também donas da cooperativa, ao lado dos seus maridos'', completa.
Waldemir Romani, diretor executivo operacional da Nova Produtiva, afirma que a atuação da mulher otimiza a ação da cooperativa. Segundo ele, o núcleo feminino vai diagnosticar as demandas das cooperadas e facilitar a tomada de decisões da direção.
O instrutor Ney Guimarães teve o papel de sistematizar a participação das mulheres no encontro. ''A mulher tem uma caracterítica singular, uma forma diferente de ver e administrar. Ela agrega ao negócio'', resumiu, pouco antes de iniciar as dinâmicas que tinham como objetivo mobilizar e conscientizar o grupo a aproveitar suas virtudes para produzir. ''A mulher é a protagonista deste evento'', disse.
A maioria já tinha consciência de suas qualidades. Sarita da Silva, de 22 anos, de Astorga, acompanhava a mãe, Margareth, de 51. Ela afirma que já participa da vida na cooperativa. ''Este é o terceiro encontro que viemos'', diz. Margareth tem opinião formada sobre a importância da participação da mulher na atividade econômica. ''O homem tem dificuldade para trabalhar e administrar ao mesmo tempo'', avalia. Margareth afirma que tem aprendido bastante ao participar das atividades da cooperativa.


