Nem mesmo as fortes chuvas durante toda a semana em Cascavel, desanimou e afastou as milhares de pessoas que estiveram visitando o Show Rural Coopavel 2001. Na 13ª edição do evento mais de 180 empresas estiveram participando nos setores de máquinas agrícolas, pesquisa oficial, privada, extensão rural, agroquímicas e sementes.
No setor de maquinários agrícolas foram muitas as novidades apresentadas, mas o volume de negócios ficou abaixo do esperado. Para disputar o consumidor, as empresas apresentaram uma grande quantidade de linhas de crédito. Os executivos que participaram do evento foram unânimes em afirmar que o volume de negócios deve aumentar durante o semestre. Os números finais da comercilização durante a feira ainda não estavam concluídos até o fechamento desta edição.
CrescimentoDurante os cinco dias de evento foram proferidas mais de 150 palestras técnicas pela Coopavel e pelas empresas participantes, que puderam esclarecer técnicas para o aumento de produtividade em culturas convencionais, diversificação da propriedade, integração, produção de leite, manejo de gado de corte, suínos, de frangos, entre outros.
O evento, restrito inicialmente a participação de produtores associados da cooperativa, estendeu-se por todo país e também no exterior. Este ano, estiveram presentes caravanas do Paraguai, Argentina, além de representantes dos Estados Unidos e França. A organização do evento ainda não divulgou os números finais de visitantes, mas estima-se que tenha superado a marca de 100 mil pessoas.
Para o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, este foi o maior evento já realizado pela cooperativa, além de se constituir na maior realização da área tecnológica da agropecuária brasileira. ‘‘É um orgulho para nossa cooperativa sediar as principais empresas mundiais do segmento agropecuário’’, afirma.
Dilvo Grolli mostra preocupação com a necessidade de serem criadas algumas garantias aos produtores brasileiros para que o agricultor possa trabalhar sabendo que terá retorno na hora de colher e comercializar sua produção. ‘‘Muitas vezes vem determinado produto do exterior com subsídio, enquanto que o nosso produtor tem dificuldade para colocar no mercado o seu produto’’, acrescenta.
NovidadesMuitas foram as novidades apresentadas, algumas chamam a atenção pela tecnologia aplicada, outras pela segurança proporcionada ao agricultor e ao meio ambiente. A maioria dos produtores esteve no Show Rural mais para conhecer do que para fazer negócios. Isso é um reflexo dos preços dos grãos e falta de definição da safra atual.
Entre os diversos projetos apresentados, um dos que mais chamou atenção foi o de Agricultura de Precisão, que utiliza computadores, satélites e sistemas de alta tecnologia para registrar a produtividade e as características físicas e químicas do solo. Esses dados são processados e fornecem a distribuição espacial dos atributos monitorados.
Os mapas gerados podem ser utilizados para a tomada de decisão, inclusive recomendando o uso de fertilizantes e corretivos de forma a maximizar a produtividade da lavoura. A maioria dos agricultores considera uniforme o solo de cada área de cultivo, e assim, realizam a aplicação de insumos com base na média das amostras obtidas.
AmbienteA Emater (Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural), marcou presença no evento com uma grande preocupação com o meio ambiente, mostrando o que pode ser e o que já está sendo realizado em propriedades da região. Segundo a engenheira agrônoma da empresa, Mary Stela Bischof, o trabalho da Emater na região não se restringe apenas ao público rural, mas também ao urbano. ‘‘Temos realizado encontros sobre saneamento que tem envolvido toda a população’’, explica.

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