ChuvaradaNeste começo de ano El Ni¤o deve provocar chuvas fortes que afetarão o sistema produtivo ParanᑑAs chuvas deverão ser mais intensas no Paranᒒ, diz o Alerta Meteorológico para o Verão’’, elaborado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e distribuído pelo Sistema de Agronegócios (Siagro) a cooperativas, produtores rurais, técnicos, empresas ligadas ao setor e demais interessados. O Siagro é um órgão criado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA) em convênio com o Serviço Brasileiro de Apôio à Pequena e Média Empresa (Sebrae).
Para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina os modelos climáticos a longo prazo ‘‘indicam chuvas normais, com a passagem das frentes frias vindas do Sul do Continente’’. Essas frentes deverão provocar pancadas de chuvas e queda de granizo, principalmente no Oeste da região Sul. As temperaturas máximas médias deverão ficar entre 30 e 35 graus Celsius na região, mas serão mais baixas nas áreas serranas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com variação média de 24 a 28 graus Celsius. Em todo o Sul as temperaturas mínimas médias deverão ficar entre 13 e 18 graus, e nas áreas serranas elas variarão de 13 a 15 graus. ‘‘As temperaturas poderão ficar com 2 a 4 graus Celsius acima da média’’, acrescenta o ‘‘Alerta’’.
TempestadesLembra ainda, o ‘‘Alerta’’, que o verão é caracterizado por temperaturas elevadas em todo o País e por mudanças rápidas nas condições de tempo: chuvas fortes, queda de granizo, ventos fortes e descargas elétricas nas regiões Centro e Sul do Brasil, ‘‘e por causa do fenômeno ‘El Ni¤o’ poderão ser mais acentuados neste período’’.
Este El Ni¤o é considerado o mais forte do Século porque, com 3,75 graus, superou o mais forte até então, registrado em 1983, quando em janeiro o índice chegara a 3,60 graus acima da temperatura normal no Oceano Pacífico Equatorial.
Agora, as condições de padrões de temperatura na superfície do mar, na região, estão acima disso, com índices de anomalia acima de 4 graus Celsius nos últimos quatro meses. Em novembro as temperaturas alcançaram mais 4,15 graus positivos, na costa da América do Sul (Peru). Os modelos numéricos climáticos e estatísticos indicam a persistência de ‘‘El Ni¤o’’, forte, até o mês de abril. Ele começará a enfraquecer em maio.
A tendência nas regiões Centro e Sul do Brasil dependem principalmente de dois sistemas meteorológicos: Alta da Bolívia e Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).
Devido à influência de El Ni¤o, a Alta da Bolívia, atua mais ao sul do Brasil, enquanto ZCAS atua com mais intensidade nos Estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Leste, Centro e Sul de Minas Gerais, provocando chuvas fortes e inundações em algumas áreas. Esta situação deverá ser idêntica à ocorrida em 1983.
Região NorteDevido à subsidência (descida do ar seco de níveis mais altos para níveis mais baixos da atmosfera), deverá diminuir a formação de nuvens, reduzindo a ocorrência de chuvas em quase toda a região, com exceção do Oeste do Amazonas, Acre e Rondônia, onde as chuvas deverão ficar próximas do normal, podendo vir a penalizar ainda mais o setor energético do País.
Para o Estado do Tocantins prevê-se irregularidade nas chuvas, com a intensificação dos veranicos. As temperaturas máximas deverão ficar acima dos 30ºC em toda a região, enquanto as temperaturas mínimas irão variar de entre 22 e 24 graus. As temperaturas deverão ficar em torno de 3 a 5 graus acima da média.
Região NordestePara a Região Nordeste, na parte do semi-árido, as condições indicam que as chuvas ficar ‘‘bem abaixo do normal’’, com uma distribuição espacial e temporal irregular, igual ao que ocorreu em 1983. O fenômeno ‘‘El Ni¤o’’ será o principal causador das chuvas no Norte da região Nordeste. No Oeste da Bahia as chuvas serão irregulares, podendo ficar abaixo
da média. O ‘‘Alerta’’ informa que já está ocorrendo em Fernando de Noronha a maior seca dos últimos 20 anos - não chove há seis meses naquele Território.
Centro-OesteAs condições meteorológicas indicam que neste janeiro, ‘‘provavelmente’’ as chuvas serão normais. ‘‘Porém, os modelos climáticos de longo prazo mostram’’ que as chuvas de fevereiro e março serão irregulares. Isto deixará a região sujeita a maior de ocorrência de ‘‘fortes veranicos’’ (períodos de 10 a 20 dias sem chuva na fase chuvosa), nos Estados de Goiás e Mato Grosso. No Mato Grosso do Sul haverá possibilidade de ocorrerem chuvas intensas’’ nos meses de janeiro e fevereiro, principalmente no Pantanal, devido à presença da Alta da Bolívia mais ao sul. As temperaturas deverão ficar acima do normal entre 3 e 5 graus Celsius.
ServiçoPara outras informações o leitor pode entrar em contato com o INMET, mandando sua mensagem para [email protected]

mockup