No Brasil, a pesquisa sobre noz-pecã não seguiu adiante e, desde a década de 1980, são as experiências e casos de sucesso de alguns produtores e viveiros que acabaram servindo como base para quem vislumbra iniciar na cultura. Nos Estados Unidos, país onde a nogueira é originária, há mais de 200 materiais para plantio. Na Argentina, que começou a trabalhar com afinco na cultura há alguns anos, são cerca de 35 materiais. No Brasil, há alguns viveiros, principalmente de Anta Gorda e Cachoeira do Sul, ambas cidades do Rio Grande do Sul, com mudas de qualidade e alta produtividade.
O engenheiro agrônomo do Emater do Rio Grande do Sul Fernando Selayaran explica que o trabalho na região começou na década de 1940 e até hoje existem plantas de mais de 60 anos produzindo por volta de 400 quilos de nozes. "Na década de 1970 houve um ‘boom’, e os viveiristas começaram a trabalhar com enxertia e seleção, buscando variedades produtivas e atraentes. Hoje, os viveiros daqui abastecem os estados do Paraná e Santa Catarina."
Muitos dos produtores que procuram as mudas de nogueira são pequenos e querem uma alternativa de renda para áreas que variam entre 2 e 7 hectares. Para ter uma renda atrativa, portanto, é preciso investir em materiais genéticos de procedência. "Além do manejo regular, adubação e tratamentos para controle de pragas e doenças, quem inicia na atividade precisa conhecer propriedades e viveiros de qualidade. Muitos deles, inclusive, oferecem assistência aos seus clientes."
Pelas contas do técnico do Emater, com dez plantas é possível produzir em torno de 2 mil quilos de nozes durante a safra, o que geraria uma renda bruta de R$ 10 mil. "Vale lembrar que as plantas vão começar a produzir de forma mais significativa a partir do sexto ano. Nós estamos trabalhando aqui no Rio Grande para que as plantas atinjam a primeira década de vida com uma produção de 20 quilos cada." (V.L.)

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