Segundo João Viotto, a fazenda produz anualmente 4,5 milhões de mudas. Deste total, 1,5 milhão é comercializado a R$ 260/milheiro. O processo de produção começa com o tratamento das sementes, vindas de Santa Catarina. Depois de tratadas, as sementes são levadas ao pré-germinador, que funciona como uma pequena estufa. A partir do oitavo dia, elas são colhidas e colocadas num saquinho plástico forrado com substrato, feito na própria fazenda com terra de barranco, matéria orgânica e palha de arroz. A colheita das sementes ocorre a cada três dias.
  Os saquinhos são, então, alocados num viveiro interno e sobre eles é colocada palha para manter a umidade e favorecer a germinação. ‘‘No viveiro, temperatura e umidade são controladas e as mudas são irrigadas três vezes ao dia. Além disso, são feitas aplicações de fungicida para o controle do grilo e da antracnose’’, informa o produtor.
  Depois de seis meses no viveiro, a muda já tem um metro e as folhas maiores precisam ser aparadas, para garantir melhor penetração da água. Segundo Viotto, antes de serem comercializadas, as mudas permanecem seis meses num viveiro externo para aclimatação. ‘‘O viveiro é registrado no Ministério da Agricultura e passa por inspeções semestrais’’, ressalta Viotto. (M.G.)

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