Toda modificação gera uma certa desconfiança. Não foi diferente com os produtores da região do Arenito Caiuá com as novas regras sugeridas pela assistência técnica. Otamir Cesar Martins, diretor geral da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), explica que o primeiro desafio do projeto foi convencer as indústrias e seus respectivos produtores a mudarem a metodologia de produção. "Para que a mudança dê certo, o produtor precisa desejá-la e realizá-la", atesta Martins.
O técnico da Seab acrescenta que um dos objetivos do projeto Leite no Arenito Caiuá é manter o homem no campo e com renda. Martins completa que a implantação do sistema de gerenciamento só se deu por meio do apoio do Sebrae e do Banco do Brasil.
Para garantir um incremento ainda maior da renda do produtor, o coordenador do projeto Leite no Arenito Caiuá, Joaquim Rocha Martins, destaca que o produtor local também é incentivado a diversificar a atividade, principalmente com a implantação do sistema silvipastoril.
O coordenador acrescenta que os laticínios da região estão colhendo bons resultados com a captação de matéria-prima de melhor qualidade. De acordo com Rocha Martins, o próximo desafio do projeto é ampliar ainda mais o número de produtores por meio de dias de campo, no qual são mostrados aos pequenos pecuaristas os bons resultados daqueles já adeptos ao programa.
A reportagem da FOLHA tentou contato com laticínios da região para saber sobre o projeto, mas não conseguiu entrevistas.(R.M.)

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