Mudança exige esqueletamento da planta
Armando Androciolo Filho, do Iapar, informa que a chamada ''Safra 100'', pode ser aplicada a partir da terceira colheita. Segundo ele, é preciso fazer um esqueletamento, por meio da poda dos ramos produtivos, deixando a planta em formato cônico. ''O esqueletamento deve ser feito após a colheita, logo nas primeiras chuvas'', orienta. De acordo com o engenheiro agrônomo e coordenador estadual do Projeto Café do Emater, Cilésio Demoner, no topo da planta a poda deve ser feita deixando os ramos com aproximadamente 20 centímetros. Gradualmente, o tamanho dos ramos deve aumentar, sendo que na base eles devem ficar com cerca de 40 centímetros.
A planta de café só consegue produzir dois anos após o esqueletamento, pois no ano seguinte à poda as plantas ainda vão florescer. Ambos os especialistas salientam que a técnica deve ser aplicada em talhões, e não em toda a lavoura.
O engenheiro agrônomo do Emater, Cilésio Demoner, esclarece que existem duas formas de aplicar o método: fazendo a poda com decote baixo ou alto. No caso das variedades de porte alto, a lavoura terá uma sequência de safras 0 e safras 100 alternadas, sendo que todos os anos, após a colheita da safra 100, será preciso fazer um novo esqueletamento.
Já nos casos de variedades de café de porte baixo, a proposta é a seguinte: após a colheita da safra alta, o produtor deve fazer o esqueletamento e decote baixo; no ano seguinte haverá uma safra 0 e, na sequência, três safras com produção de média a alta; ao fim dessa terceira safra, é necessário um novo esqueletamento com decote baixo. Dessa forma, a sequência seguirá sucessivamente.(M.F.)





