Muda sadia garante sanidade ao canavial
Paralelamente ao programa de melhoramento genético, os pesquisadores do CTC trabalham num produto batizado de muda sadia, que visa garantir sanidade aos canaviais dos associados e com isso, potencializar o uso das novas cultivares desenvolvidas pelo centro tecnológico.
Segundo o engenheiro agrônomo Marcos Virgilio Casagrande, especialista em fitopatologia e líder do produto muda sadia no CTC, um gerente da entidade fica responsável pelo monitoramento do canavial do associado. Depois de analisar as condições da lavoura e retirar as touceiras doentes, o gerente implanta o viveiro composto de mudas sadias e continua o trabalho de monitoramento até as mudas irem a campo. O trabalho do gerente sempre é feito em parceria com uma equipe de funcionários da usina.
''É um programa de prevenção de doenças e, o melhor, sem custo para adicional para o associado, pois faz parte do programa de melhoramento genético que é um dos serviços já oferecidos pelo CTC'', avalia Casagrande. Segundo ele, o usineiro precisa destinar apenas um funcionário para monitorar cada 4 mil hectares de cana para que a muda sadia funcione.
Ainda conforme Casagrande, o controle das doenças da cana é feito apenas com o uso de variedades não-suscetíveis. ''Depende também do solo e do clima'', completa o agrônomo. Em Piracicaba, o CTC possui um campo experimental onde são avaliadas as reações dos clones às principais doenças da cana.
Segundo Casagrande, no caso do Paraná, as doenças que mais preocupam os produtores são o mosaico e a ferrugem e, em termos de praga, a broca é a mais preocupante. ''A maioria das variedades lançadas pelo Centro já tem resistência às principais doenças e no caso das pragas é sempre recomendado o controle biológico que, além de ser mais eficiente, diminui consideravelmente o custo de produção da cana.'' (M.G.)





