MS defende-se de foco na Bolívia
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sexta-feira, 13 de junho de 1997
Luiz Taques 
O Serviço de Defesa Sanitária Animal do Departamento de Santa Cruz, na Bolívia, registrou, no dia 20 do mês passado, foco de febre aftosa em uma granja de suínos com 40 cabeças, das quais 29 estavam doentes. Nós não corremos o risco da doença cruzar a fronteira e atingir o rebanho do Estado, assegura o diretor-geral do Departamento de Inspeção e Defesa Agropecuária de Mato Grosso do Sul (Iagro), Helinton José Rocha. O Iagro é vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
O período de maior risco de difusão da enfermidade já passou. O serviço de vigilância existente em Corumbá, após intenso trabalho, que ainda continua, não tem identificado nenhum problema em nosso Estado, acrescenta Rocha. Corumbá é o município do Mato Grosso do Sul que faz fronteira com a Bolívia.
ProvidênciasSegundo o diretor do Iagro, assim que o Estado ficou sabendo da existência do foco tomou várias providências, como a ampliação da equipe técnica no local e a mobilização da estrutura para apoiar e acompanhar o reforço da vacinação contra a febre aftosa na região de divisa com a Bolívia, além de suspender e proibir a realização de eventos agropecuários na região.
Deve-se destacar ainda que no dia seguinte ao conhecimento do foco, foi publicada uma portaria do delegado federal de Agricultura no MS que, entre outras providências, proibe a entrada no Estado de animais suscetíveis à febre aftosa, bem como dos seus produtos e subprodutos, com origem da Bolívia, salienta o diretor Helinton José Rocha.
VacinaçãoO diretor do Iagro diz que já há alguns anos a cobertura contra a febre aftosa no Mato Grosso do Sul vem atingindo índices em torno de 90%, o que é um ótimo indicador. No mês de maio, por exemplo, foi realizada a etapa de vacinação de animais com idade inferior a 24 meses, na região do Planalto e até a semana que vem estaremos vacinando todo o rebanho pantaneiro que havia sido vacinado em maio de 1996, esclarece.
O diretor do Iagro afirma ainda que o pecuarista tem até a semana que vem para informar quantos animais vacinou, e o pecuarista do Pantanal pode informar até o próximo dia 30. O último registro de febre aftosa no Mato Grosso do Sul foi em 23 de dezembro de 1994, na região do Planalto, e em 22 de agosto do mesmo ano na região do Pantanal, lembra Rocha.
Estudos feitos pelo Iagro, segundo ele, já comprovaram a diminuição significativa da atividade do vírus da aftosa no Pantanal. Estaremos iniciando em futuro próximo um estudo mais abrangente, de forma a comprovar a ausência de atividade viral para febre aftosa em todo o Estado, conclui.
ReuniãoOs secretários da Agricultura do Paraná e de Mato Grosso do Sul reúnem-se segunda-feira, em Londrina, para discutir uma estratégia comum de controle da aftosa. Eles querem tomar medidas de fiscalização nas fronteiras com outros países e nas divisas entre Paraná e Mato Grosso do Sul, que estão reivindicando o reconhecimento de que são áreas livres de aftosa. A reunião de segunda-feira será a partir das 8h30, na Sociedade Rural do Paraná.


