Nelore, simental e limousin somam o maior número de animais expostos durante a 39ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, 33ª Nacional e 7ª Internacional, iniciada hoje, 8, no Parque Ney Braga. De acordo com a responsável técnica pelo setor animal da feira, Neusa Soni, este ano são 400 cabeças de cada uma das raças, utilizadas para produção de matrizes e reprodutores e também no cruzamento industrial.
O nelore estará na feira nos dois turnos, de hoje até o dia 18. simental e limousin participam apenas do primeiro turno, até o dia 12. No caso do nelore, somente a variedade mocho entrará no segundo turno da Exposição a partir do dia 13. O julgamento do nelore comum será no dias 15, 16 e 17. Estão previstos também cinco leilões da raça.
As outras raças do primeiro turno são: marchigiana, chianina, aberdeen, bbb, gelbvieh, limousin, simental, canchim, piamontês e gir, além dos equinos da raça árabe. No setor de equinos, participam da feira animais de hipismo, cavalo árabe e paint horse, totalizando 400 cabeças. Está previsto julgamento das três raças e a participação também de minipôneis. Suínos serão três raças (large white, duroc e landrace), num total de 100 aninais. Os ovinos somam 130 animais das raças hampshire down, texel, ille de france.
Variedade de raças‘‘A Exposição de Londrina reúne não só quantidade e diversidade de animais, mas também qualidade. Os melhores reprodutores e matrizes estão aqui. Além disso, novas raças são divulgadas em Londrina’’, afirma Arnaldo Amaral, diretor-secretário da Sociedade Rural do Paraná, promotora da Exposição.
Amaral afirma que, por ser a primeira grande exposição do calendário brasileiro, e estar em ponto estratégico no mapa do País, perto do Brasil Central e dos países do Mercosul, pecuaristas de todo o Brasil participam como compradores de animais da Exposição de Londrina. ‘‘Temos o europeu que não se tem em Uberaba e o indiano que não se tem em Esteio’’, destaca.
Das 24 raças bovinas que participam da Exposição este ano, 19 são de origem européia. A necessidade de antecipar a idade de abate dos animais destinados à produção de carne, antes essencialmente do nelore, fez com que as raças européias entrassem na história da pecuária brasileira, para o choque de sangue com o indiano. Isto deu precocidade ao nelore, base dos cruzamentos.
Ganho de tempo‘‘Hoje o pecuarista tem que fazer a seleção dos animais, para diminuir o tempo de permanência do animal no pasto. Não se pode mais abater animais de quatro ou cinco anos. Por isso há enorme variedade de raças adaptadas para reprodução e cruzamento com o nelore’’, afirma.
Várias raças têm-se destacado, tanto para a criação de animais puros quanto para produção de carne, através dos cruzamentos industriais. Simental, limousin, marchigiana, gelbvieh e charolês, entre outras. As associações de criadores estão cada vez mais empenhadas em testes para medir produção, produtividade, fertilidade e rendimento de carcaça, além da adaptabilidade dos animais em terra e clima brasileiro.
Outras raças, também fundamentais na pecuária, estão expostas no Parque Ney Braga como a chianina, piamontês, guzerá, blanc-bleu-belge, aberdeen angus, blonde d’aquitaine, brahman, canchim, normando, caracu, tabapuã, gir, beefmaster, brangus, tropicana e santa gertrudis.
Além dos bovinos estão presentes quatro raças de equinos: paint horse, árabe, hipismo e pôneis. Há também exposição de ovinos das raças hampshire down, texel e ille de france; suínos, landrace, large white e duroc.Arquivo FolhaNelore, limousin e simental têm o maior número de cabeças, por raça, na Exposição de LondrinaCláudia Barberato

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