Mostra de Inverno traz novas opções ao arenito
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de agosto de 2002
Reportagem local 
A 2 Mostra de Inverno da Região Noroeste (5 de setembro, quinta-feira, das 8 às 17 horas, na Escola Agrícola de Umuarama) vai apresentar novos resultados das pesquisas do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) voltadas para a região do arenito Caiuá. Ao mesmo tempo haverá debates entre técnicos e produtores sobre as bases para integração lavoura e pecuária.
A região noroeste passou a contar com uma série de alternativas de inverno voltadas para a produção animal e rotaçãode culturas. A cada ano surgem novas propostas para incorporar a terra do arenino ao potencial produtivo do Estado.
Durante a 2 Mostra de Inverno, o Banco do Brasil anunciará recursos para o projeto arenito nova fronteira safra 2002/2003. A viabilidade da produção de grãos na região do arenito deixou de ser objeto de discussão; está comprovado que a região tem potencial. O que se discute agora são as melhores técnicas para garantir bom rendimento com sustentabilidade.
Temas:
1) ''Alternativa de inverno para início do processo de recuperação da área de pastagem degradada com: aveias forrageiras, e centeio forrageiro, aveias graníferas, triticale de duplo propósito; espécies de inverno para sobressemeadura em brizantão. Consórcio de gramíneas e leguminosas, milheto capim-moa, pé-de-galinha.
2) Alternativas de inverno visando plantio de milho e soja no verão. Consórcio forrageiro: aveia, leguminosa, nabo.
3) Opções para a indústria: triticale, indústria de bolacha, biscoitos e ração, trigo mourisco, indústria de massas; trigo como rotação de cultura, feijão e ervilha - opção para pequena e média propriedades.
4) Área demonstrativa com gado da ração Purunã e gado leiteiro sobre adubação e manejo de aveia sob pastejo.
Segundo o presidente do Iapar, Florindo Dalberto, os conhecimentos aplicados à região Noroeste do Paraná, integram o Programa Arenito Nova Fronteira do Governo do Estado do Paraná, em parceria com prefeituras, cooperativas, associações de municípios, Emater e produtores rurais.
É uma tecnologia própria, adaptada ao clima, solo e condições socioeconômicas dos produtores rurais, que representa nada menos que 16% do território do Estado. São aproximadamente 3,5 milhões de hectares em 107 municípios, cuja característica é a alta concentração de áreas de pastagens (72% do total) e baixa ocupação de rebanho bovino como decorrência de um solo suscetível à erosão. Solucionar esses entraves e tornar as terras mais férteis significa não apenas preservar os recursos naturais, mas tornar produtivas e rentáveis as propriedades agrícolas. Em consequência, ocorre fortalecimento econômico dos municípios da região Noroeste''.


