Montanha russa de emoções para produtores e cooperativas
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sábado, 26 de janeiro de 2019
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
O produtor Geraldo Casaroto passa por uma montanha russa de emoções com sua soja no campo. Por um lado, está frustrado: já colheu 20% da sua área de 500 alqueires que possui nos municípios de Londrina, Cambé, Ibiporã e Sertanópolis e até aqui os resultados não são nada satisfatórios. Por outro, o otimismo pela colheita que ainda está por vir na próxima semana.
Nos cálculos de Casaroto, até aqui a média é baixa: 80 a 100 sacas por alqueire. São diversos fatores citados pelo sojicultor, todos eles ligados às oscilações climáticas que assolaram várias regiões do Estado, principalmente no Oeste. "Com a seca de dezembro, a soja não granou. Sem contar as noites quentes que tivemos", elenca.
A reclamação do produtor está diretamente ligada às áreas que plantou no dia 23 de setembro. Agora, a boa expectativa boa está para as áreas plantadas de 20 de outubro em diante, próximas a Warta, principalmente. "Até dezembro nossa expectativa era muito boa e já caiu pela metade. Mesmo assim ainda estamos temerosos, já que a fase é de enchimento de grãos e precisamos que chova mais. Se isso não acontecer, podemos ter perdas também nessas áreas."
Gerente da área técnica da Integrada, Irineu Baptista, relata que existe uma expectativa de menor recebimento de grãos pela cooperativa em algumas regiões. "As chuvas foram muito mal distribuídas e isso fez com que tivessem quebras de 30% a 40% no Oeste, por exemplo. Por outro lado, as áreas que tiveram uma ou duas chuvas a mais atingiram boas produtividades."
Na safra 2017/18 a Integrada recebeu em torno de 17 milhões de sacas, segundo maior recorde na cooperativa. "Este ano, (pelo caminhar da safra), acredito numa retração de 15% em média nos volumes. Ainda é um número bom pensando que tivemos um ano bastante difícil. Foram problemas de clima no início, depois muitas chuvas, temperaturas baixas, depois acima dos 35°C. Trata-se de uma indústria a céu aberto e como não temos áreas extensas irrigadas, dependemos do clima." (V.L.)


