Outra técnica utilizada pelo produtor e agrônomo Valdir Yuyama, de Ibiporã, no controle de plantas daninhas é a rotação de culturas. No plantio de inverno o trigo e milho safrinha ocupam o espaço deixado pela soja. A substituição evita que terra fique descoberta dificultando também a infestação das invasoras e permitindo o uso de outros herbicidas. ''Fazer rotação é a melhor forma de controle de plantas daninhas que se pode fazer'', garante.
Se, mesmo assim, houver o aparecimento de espécies como a buva ou do capim-amargoso já no florescimento da soja, é indispensável entrar com o controle mecânico ou químico. Ele alerta, contudo, que é sempre importante buscar ajuda técnica antes de iniciar qualquer tipo de aplicação. ''Além de conhecer o assunto, sempre recebo visitas de técnicos da cooperativa que orientam sobre técnicas de controle das infestações'', sublinha.
Lei da seleção
Para plantas resistentes ao glifosato, o especialista da Embrapa Soja Dionísio Gazziero recomenda erradicá-las o mais rápido possível. Se a quantidade de plantas for muito grande, Gazziero orienta o controle químico por meio de outros tipos de defensivos. ''O importante é nunca misturar produtos nem utilizar subdoses'', acrescenta.
Não erradicar uma planta infestante pode contribuir para sua disseminação. Segundo o especialista, uma planta de buva chega a produzir 200 mil sementes que são facilmente espalhadas pelo vento, pássaros e até mesmo pelas máquinas agrícolas. ''Neste último caso é recomendado que tanto a plantadeira quanto a colheitadeira estejam sempre limpas'', orienta Gazziero.
Devido à alta incidência de buva e capim-amargoso no Oeste do Paraná, Gazziero recomenda aos produtores da região Norte que tomem cuidado caso adquiram um maquinário daquela localidade. O especialista reforça que ainda há tempo de controlar infestações, mas para isso o produtor deve ficar atento ao período de desenvolvimento da soja. (R.M.)

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