Momento ideal para escoar
Percebendo a falta de matéria-prima no mercado internacional, o Brasil tem agilizado o escoamento de grãos ao exterior. Rafael Ribeiro de Lima Filho, zootecnista e consultor da Scot Consultoria, destaca que entre os meses de janeiro e junho deste ano, o País exportou 1,81 milhão de toneladas de milho. Só em julho, o volume exportado somou 1,70 milhão de toneladas.
Por uma questão de remanejamento de mercado, o especialista explica que mesmo com a confirmação de quebra na safra dos Estados Unidos, não haverá falta de alimentos no mundo, pois o abastecimento será garantido por outros países produtores, como o Brasil. Segundo ele, essa é uma oportunidade para a agricultura brasileira, pois temos bons preços e mercado para abastecer, principalmente, o Oriente Médio, a Ásia e o Japão.
Valores numéricos
De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), durante todo o mês de julho, a exportação do milho somou 1,7 milhão toneladas, volume 527% superior ao enviado no mesmo período do ano passado, quando foram destinados aos portos 271,5 mil toneladas. Em relação ao volume exportado em junho, a soma de envio do grão foi de 134,9 mil toneladas. Entre janeiro e julho deste ano, o volume acumulado foi de 3,5 milhões de toneladas, 14,7% superior em relação ao mesmo período do ano passado, quando o total acumulado foi de 3 milhões de toneladas.
Nas exportações registradas em julho, o Paraná assumiu a segunda posição no envio de milho, com 262,6 mil toneladas, representando 15,4% do total escoado pelo País. O Mato Grosso liderou o ranking levando aos portos 869 mil toneladas, 51% do total comercializado no mercado externo. A maior parte do cereal exportado em julho, 50,1%, saiu pelo porto de Santos, com 854,3 mil toneladas. Por Paranaguá foram escoadas no mesmo período 407,5 mil toneladas, correspondendo a 23,9% do volume total embarcado. (R.M.)





