A evolução tecnológica em máquinas, equipamentos e também em usinas exige profissionais capacitados para trabalhos mecanizados. A falta de mão de obra qualificada é um problema recorrente em vários segmentos do agronegócio e reclamação constante dos produtores e empresários do setor. A capitalização das propriedades e de empresas causada pelos resultados positivos da safra 2011/12 pode ser oportunidade de investimento em formação e capacitação dos trabalhadores rurais. Essa é a orientação do professor de agronegócio da ISAE/FGV, Francisco Rage Bittencourt. ''A atualização profissional da mão de obra é uma necessidade para fazer frente à realidade de equipamentos cada vez mais tecnológicos'', justifica.
Segundo ele, a capacitação interfere diretamente na qualidade do produto, do processo e de vida do trabalhador rural. ''O investimento em mão de obra é uma questão de sobrevivência na atividade agropecuária. Competência, eficiência e eficácia são essenciais para preparar o trabalhador para usar tecnologia'', afirma Bittencourt. O professor observa que a demanda é infinitamente maior do que a oferta de trabalhadores qualificados e, por isso, a procura por cursos técnicos, profissionalizantes e até mesmo de pós-graduação cresce a cada ano. Para Bittencourt, o investimento em capacitação ainda é mais comum em empresas e grandes produtores, sendo que as pequenas e médias propriedades apostam na educação dos filhos de produtores para garantir a sucessão da atividade. (M.F.)

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