Momento crítico para a atividade
Giovana Brunetta, veterinária da granja Santa Ana, localizada no município de Mamborê, Centro-Oeste do Paraná, desabafa que o momento é crítico e preocupante. ''A granja produz 700 animais terminados por semana. O nosso custo de produção varia de R$ 2,60 a R$ 2,70 o quilo. Porém, estamos conseguindo vender em média a R$ 1,80'', aponta. Segundo ela, a propriedade só está sobrevivendo porque tem outras atividades, principalmente com a produção de milho, que está garantindo a alimentação dos animais e a renda da propriedade.
Enquanto o apoio do governo não chega, muitos produtores paranaenses encontraram na integração com a agroindústria a única forma de sobreviver na cadeia produtiva. Volmir Colombo, criador de suínos em Medianeira, Oeste do Paraná, revela que só está sobrevivendo a essa crise graças à integração que fez com uma agroindústria da região. Com um plantel de 450 matrizes ele garante a entrega de 800 leitões por semana. Há três anos trabalhando com esse sistema, Colombo assegura que o futuro do setor pode ser a integração, pois é um dos meios que garante um certo retorno ao produtor.
O criador reforça que com a queda nos preços dos suínos e os altos custos dos insumos, o produtor independente só tem prejuízos. Hoje, Colombo recebe entre R$ 19 e R$ 20 o leitão vivo desmamado, que é enviado para a indústria com 7 quilos. O criador recebe R$ 4,40 por quilo de leitão. Segundo ele, se fosse vender no mercado independente ele receberia, no máximo, R$ 4,00/kg. Colombo aponta que as integradoras oferecem todo o suporte, dentre eles os insumos e a assistência técnica. ''Eu só preciso cuidar dos animais'', afirma o produtor. (R.M.)





