Molhamento foliar e temperatura favorecem o fungo
A ferrugem asiática tem causado problemas para o Brasil desde o começo da década. Segundo a pesquisadora Cláudia Vieira Godoy, a doença foi detectada pela primeira vez nas lavouras de soja brasileiras no final da safra 2000/2001 e no ano seguinte apareceu na maioria dos estados produtores. A doença avançou e na safra 2003/2004 apareceu em lavouras de Sorriso, Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio, Sapezal e Primavera do Leste, no Mato Grosso, e Goiânia (GO) 25 dias após a germinação.
A ferrugem que atinge as lavouras brasileiras é a do gênero asiática (Phakopsora pachyrhizi); a outra, a americana, tem como agente causal o Phakopsora meibomiae. A ferrugem asiática foi relatada pela primeira vez no Japão, em 1903. Segundo o site www.consorcioantiferrugem.net, a doença disseminou-se rapidamente pelo continente, permanecendo endêmica, porém com surtos esporádicos.
Os sintomas causados por P. pachyrhizi iniciam-se nas folhas inferiores da planta e são caracterizados por minúsculos pontos (1-2 mm de diâmetro), mais escuros do que o tecido sadio da folha, com coloração esverdeada a cinza-esverdeada. Essas lesões provenientes da fase inicial da infecção não são facilmente visíveis a olho nu, sendo necessário posicionar a folha contra um fundo claro ou utilizar uma lupa de 20 a 30 aumentos.
As lesões da ferrugem tendem para o formato angular e podem atingir 2 a 5 mm de diâmetro, podendo aparecer nos pecíolos, vagens e caules. Plantas infectadas apresentam desfolha precoce, comprometendo a formação e o enchimento de vagens, reduzindo o peso final dos grãos. Em áreas onde a ferrugem asiática atinge níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção. (R.C.)





