Missões tentam restabelecer comércio internacional
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sábado, 16 de fevereiro de 2013
Venilson Ferreira<BR>Agência Estado 
Brasília - O Ministério da Agricultura (Mapa) enviará, a partir do final deste mês, missões técnicas aos doze países que suspenderam temporariamente a importação de carne bovina brasileira, por causa do caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), também denominada doença da vaca louca, que ocorreu no Paraná em 2010 e foi notificado no final do ano passado.
Segundo o Mapa, apesar das restrições do grupo de doze países, as exportações de carne bovina em janeiro cresceram 43% em volume (para 89,3 mil toneladas) e 36% em valor (para US$ 409,2 milhões), em relação ao mesmo mês do ano passado. As exportações de bovinos vivos também cresceram 104,2% no mês passado (para US$ 65,2 milhões), em comparação a janeiro de 2012.
Célio Porto, secretário de relações internacionais do Mapa, explica que as visitas técnicas são importantes para restabelecer o quanto antes as negociações comerciais com países que suspenderam as importações do Brasil, até obterem melhor entendimento sobre o caso.
As primeiras missões técnicas embarcam no dia 28 deste mês para o Oriente Médio. O secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques, e o diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques, se reunirão com autoridades da Arábia Saudita, Bahrein, Catar e Omã. O diretor do Departamento de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias, Lino Colsera, e o coordenador substituto de Combate às Doenças, Carlos Pizarro, vão ao Egito, Jordânia, Líbano e Kuwait. Em março, o secretário Célio Porto visita Japão, China e África do Sul.
O secretário Ênio Marques afirmou que a expectativa é de que as soluções sejam rápidas para os casos, a partir dos esclarecimentos e da recente manutenção do status do Brasil como risco insignificante para a EEB, anunciado nesta semana pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Ele disse que desde 1990 o governo brasileiro aplica medidas preventivas para evitar a ocorrência da doença da vaca louca. Os procedimentos têm sido constantemente atualizados de acordo com a informação científica disponível e as recomendações do Código Sanitário de Animais Terrestres da OIE, diz ele.


