Apesar de não causar danos econômicos tão devastadores quanto as doenças, as pragas são um problema crônico, com o qual os produtores precisam aprender a conviver. ''Não dá para resolver na totalidade, pois a solução seria não cultivar'', assinala Antonio Panizzi. Para ele, restaurar as políticas do manejo integrado de pragas (MIP) em todo o País seria uma importante ação de controle a longo prazo.
O entomologista sugere ainda a aplicação do MIP reverso, o qual parte das práticas usuais do produtor em direção ao modelo elaborado pela pesquisa. ''É o chamado controle ideal relativo, que respeita as características da propriedade e a capacidade econômica do produtor, que assume o MIP dentro da sua própria realidade'', explica.
Uma política de governo que sustente o programa também é fundamental, afirma o engenheiro agrônomo Lauro Morales, da Emater. Segundo ele, o produtor é muito inseguro e precisa de acompanhamento técnico para usar o MIP. ''A falta de um programa específico e a diminuição da estrutura da Emater são alguns dos fatores que têm limitado o uso do MIP no Paraná'', cita.
Plantio direto, divulgação equivocada de populações resistentes ao baculovírus, abandono do monitoramento das ações do programa e pressão dos fornecedores de pesticidas também têm contribuido para a diminuição da aplicação do MIP no campo. ''É difícil convencer um produtor a realizar o manejo integrado de pragas se ele já tem estocado os agrotóxicos antes mesmo do plantio'', lamenta Morales.

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