Ministério vai tentar ampliar limites para implantação
O desafio para o Brasil é cumprir o cronograma exigido pela União Européia até janeiro de 2002. Os importadores tinham estabelecido 1º de janeiro como limite. No último dia 8, em Brasília, uma reunião entre Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) definiu que será solicitado à União Européia (EU) ampliação do prazo para implementação total das medidas.
Ainda este ano, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) espera iniciar o credenciamento dos certificadores habilitados ao programa nacional de rastreabilidade bovina. De acordo com informações do Mapa o projeto somente estará em pleno funcionamento junto às propriedades em agosto de 2002.
A União Européia, por exemplo, cita Anteno Nogueira da CNA, começou a rastreabilidade de seus rebanhos em 1990 e até hoje não implantou 100%. Como as características brasileiras são de pecuária extensiva e maior número de animais no rebanho terá que haver um calendário de implantação mais extenso. Nem mesmo a União Européia foi capaz de criar um sistema eficiente de identificação. Prova disso foi o problema com a vaca louca e a febre aftosa, enfermidades que foram resultados de falhas no controle dos animais. (C.B.)





