A falta de recursos para atender a demanda foi apontada como o principal problema enfrentado atualmente pela agricultura, não só para o custeio da produção, como para a garantia de preços mínimos ao produtor. O presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, disse que há uma briga entre as lideranças do setor por uma verba de R$ 1 bilhão na suplementação orçamentaria do Ministério da Agricultura. ''Hoje, por falta de recursos do crédito rural não estamos podendo dar essa garantia de preços mínimos'', afirmou.
Na opinião de Aroldo Galassini, presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa, de Campo Mourão, o governo precisa estar mais atento às necessidades da produção. ''Precisamos de uma política agrícola séria que permita maior agilidade nos momentos de socorro ao produtor, como verbas de comercialização, quando há oscilações de preço; dinheiro de custeio e prorrogações em caso de frustrações de safra''.
Além da falta de atenção do governo federal, Galassini vê um enfraquecimento no poder de ação do Ministério da Agricultura com a criação do Ministério do Desenvolvimento Agrário. ''Infelizmente hoje estamos divididos em dois setores. Para o lado da agricultura familiar o atendimento é completo, e isso enfraqueceu o nosso ministério'', reclamou. Ele cobra ainda uma ''visão global'' para a produção agrícola. ''Exitem políticas que precisam ser atendidas não só para os agricultores sem-terra mas também os 'com terra' que não estão aguentando a baixa rentabilidade. A agricultura é uma só'', concluiu.(C.G.)

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