Depois de puxar as orelhas das certificadoras, em fevereiro (rastreabilidade bovina no Brasil deixa adesejar), o secretário de defesa agropecuária do ministério, Maçao Tadano, ameaçou um frigorífico de Ouro Verde (GO), o Frigorífico Margem.
Na quarta-feira, fonte do Ministério deixou escapar notícia dando como cassado o registro no Sif. A notícia estava errada e, no dia seguinte, o Ministério distribuiu nota esclarecendo que não houve cassação nem suspensão do registro.
''O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, informa que o referido estabelecimento não perdeu o registro do SIF face a inspeção da missão veterinária da CEE. O fato ocorrido é suspensão temporária de certificação específica para os requisitos da CEE, não acrescentando nenhum prejuízo de ordem higiênico-sanitária para o produto em relação ao seu consumo''.
A suspensão, segundo a versão anterior - posteriormente negada - teria resultado de relatório da missão da União Européia à indústria apontando irregularidades.
Rastreamento Os técnicos da UE apontaram falhas no sistema de rastreabilidade da carne bovina. A rastreabilidade é uma exigência da UE para importação de carne bovina.
Em relação ao sistema de rastreabilidade, Tadano afirma que a missão entendeu que o ''Brasil está ajustando-se ao processo, mas que está caracterizando muito bem o objetivo almejado.'' ''Não acredito, nem remotamente, que os técnicos vão sugerir no relatório final a suspensão das compras de carne bovina do Brasil'', afirma Tadano.
A UE é o principal mercado para a carne bovina brasileira. De volta à Europa, os técnicos terão 28 dias para elaborar o relatório final sobre a visita. O relatório será então entregue ao governo brasileiro, que terá mais 24 dias para dar informações complementares à UE.
Tadano admite que será necessário fazer correções no sistema de defesa sanitária do País. ''A questão não é a UE aprovar ou não o serviço de defesa. Os técnicos da UE apontaram algumas falhas e nós faremos as correções. Não há porque não fazê-las.''
Entre os cinco Estados vistoriados pelos técnicos, ele acredita que a situação é mais crítica em Goiás. Em Tocatins, aponta, os trabalhos foram considerados razoáveis. ''Não são bons, nem ótimos. Precisamos melhorar'', afirma.

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